domingo, 2 de dezembro de 2007

Hoje eu vi...

... uma muralha cair, ... o super-homem ruir, ... um sol sumir. ... um palhaço chorar, ... um homem corar, ... uma fortaleza dobrar, ... um modelo quebrado, ... um sonho rachado, ... um solo rasgado, tudo isso, em segundos, eu vi.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Consumo e Sustentabilidade

"... a Terra tem o suficiente para todos. Mas só o suficiente". (Gandhi, 1949).
O consumo é uma construção social, e, como tal, pode constituir-se em elemento impulsionador de transformações, possibilitanto que a partir dele contribuia-se para a alteração do modelo de desenvolvimento vigente na sociedade contemporânea - que é insustentável, injusta e excludente.
Para tanto, forças sociais precisam mobilizar-se e organizar-se para forjar uma nova consciência coletiva quanto ao significado do ato de consumir e para criar as condições objetivas que propiciem a adoção de um novo padrão de consumo, este, indutor e fortalecedor de novas práticas produtivas, base de um novo modelo de desenvolvimento - sustentável, justo e distribuidor de riquezas.
A demanda de produtos gerada pela sociedade atual é resultado de campanhas de massa que induzem e estabelecem o modelo de consumo, que por sua vez induz e orienta o modelo de produção hegemônico.
Desta forma, estabelece-se um círculo vicioso alimentado pela criação sistemática de novas necessidades, consolidando cada vez mais uma cultura baseada em princípios e valores que associam a qualidade de vida, a felicidade e o bem-estar à maior ou menor capacidade de ter. Os produtos valem por si mesmo e o processo para a sua realização não tem significado. No intuito de atender a demanda criada, a velocidade, a pressa, a aparência e a descartabilidade orientam o processo produtivo, que na sua realização viola direitos, explora trabalhadores (as) e nega o próprio ambiente, pois desconsidera o seu ciclo e ritmo de recomposição e por conseqüência os efeitos predatórios sobre o mesmo.
Dada a dimensão e complexidade do desafio colocado - re-significação do ato de consumir e produzir - é necessário que o mesmo transforme-se em desejabilidade e intencionalidade de muitos atores sociais, para que, de forma organizada e sistêmica, sejam desencadeados processos que coloquem gradativamente em cheque a lógica produtivista vigente e ao mesmo tempo consolide mecanismos que propiciem a adoção de outra prática, orientada pelos princípios e valores de sustentabilidade.
A re-significação é passível de ser construída, dentre outras formas associadas, a partir de ações que articulem quatro grandes campos (i) o campo dos consumidores; (ii) o campo dos produtores (iii) o campo da consciência coletiva (iv) o campo dos Movimentos Sociais.
Considerando que processos de mudança social e econômica dependem de mudanças de atitude e da implementação de um conjunto de medidas, de caráter governamental, é necessário instituir organizações perenes que atuem na sociedade nessa perspectiva, bem como apoiar e provocar os movimentos sociais para que incluam em suas pautas de luta e de reivindicações o tema Consumo Consciente, consolidando e acumulando processos capazes de impactar o modelo vigente.
O enfoque da mudança, nessa concepção, implica, portanto, na articulação de organizações e movimentos que abriguem forças sociais plurais, capazes de olhar e denunciar a realidade a partir das múltiplas dimensões que a organizam. Nesse caso particulas, significa focar luzes na relação de interdependência existente entre os atos de consumo e os atos de produção, desenvolvendo uma consciência crítica e forjando novos valores orientados pelos princípios do consumo sustentáveç, compreendendo este como indutor (um dos elementos) de um modelo de desenvolvimento sustentável.
Quanto mais atores sociais protagonizarem a desejabilidade e a intencionalidade de re-significar o ato de consumir e de produzir em nossa sociedade, e mais organizações e redes constituírem0se com essa perspectiva, criando as condições para que uma "outra economia aconteça", mais factível a aformação de que um "outro mundo é possível", mais justo, mais igualitário e mais fraterno.
O consumo consciente e responsável é a principal manifestação de responsabilidade social do cidadão. A responsabilidade social é uma nova consciência do contexto social no qual se inserem as empresas e os cidadãos.
O consumidor deve ser incentivado a fazer com que o seu ato de consumo seja também um ato de cidadania, ao escolher em que mundo viver. Cada pessoa deve escolher produtos e serviços que satisfaçãm suas nnecessidades sem prejudicar o bem-estas da coletividade, seja ela atual ou futura.
A mudança de comportamento do consumidor é um processso que requer sensibilização e mobilização social, e a informação é fundamental nesse processo.
Comportamento humano e mudança de valores
A discussão sobre comportamento humano e mudança de valores passa, necessariamente, pela correlação entre objetivos individuais, valores grupais e cultura. Ballachey et al (1975), ao abordarem essa questão, indicam que, embora haja estreita relação entre valores do grupo e objetivos individuais, existente, ao mesmo tempo, "lugar para grande desvio individual com relação aos valores do grupo", sendo o comportamento regulado por normas culturais. Para esses autores, tais normas são regras ou padrões aceitos pelos membros de uma sociedade, especificando comportamentos apropriados ou inadequados, com recompensa ou punição para ambos, em que costumes são apontados como normas de importância vital para a sociedade. Tais

domingo, 18 de novembro de 2007

sem chão

Sinto-me estranho hoje. Desde quando comentei com a minha mãe ao telefone que iria fechar a farmácia mais cedo por causa do jogo do Brasil e do movimento que havia caído consideravelmente nada mais me fez muito sentido na vida. Ouví-la dando-me bronca por imaturidade, a culpa pelo mal andamento da loja e as questões administrativas, as falsas tentativas de colocar a casa em ordem, o desleixo pelo comércio em si, o fato de eu estar queimando o ponto, tudo isso me fez perder um pouco a noção das coisas. Duas questões martelavam a minha mente: por que/pra que tudo isso agora?! Tem finalidade, remédio, antídoto, retorno? Somente uma confusão que não sai de mim, não sai de mim, não sai...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

De amores.

Estou sentindo-me bem. Tem todo um clima especial no ar e quero aproveitar tais momentos. O clima é de amor, mas não tem nada a ver comigo diretamente e sim com os meus funcionários. Todos entraram ou estão estabilizando os seus relacionamentos de forma cada vez mais séria. Alguns falam em casamento, outros em juntar os trapos. E eu de cá ouvindo e curtindo tais momentos como criança, como se tudo não se passasse da primeira vez. Esperando e sonhando com o meu momento e a sua chegada.
O rendimento da loja subiu, apesar de estarmos saindo agora de uma crise, as pessoas vem trabalhar mais bonitas e mais dispostas (coisas da oxitocina) e eu cá só a ver as trasnformações que o primeiro amor causa nas pessoas. Um cabelo mais bem cortado, uma unha bem polida, uma roupa bem passada e pra alguns até o uso de um perfume agradável foi o motivo pra indicar que o amor está se exalando pelo ar.
Mudança notória tanto pra mim, quantos pros clientes que se esbaldam em ver uma loja, apesar dos pesares, tão bem cuidada e tratada.
É... acho que amor pra algumas pessoas, se cai, cai bem. =)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O que faz você feliz?

http://www.youtube.com/watch?v=JoYT8TH_ckY O que faz você feliz? A lua, a praia, o mar Uma rua, passear Um doce, uma dança, um beijo Ou goiabada com queijo Afinal, o que faz você feliz? Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde Arroz com feijão, matar a saudade O aumento, a casa, o carro que você sempre quis Ou são os sonhos que te fazem feliz? Dormir na rede, matar a sede Ler ou viver um romance O que faz você feliz? Um lápis, uma letra, uma conversa boa Um cafuné, café com leite, rir a toa Um pássaro, um parque, um chafariz Ou será o choro que te faz feliz? A pausa para pensar Sentir o vento, esquecer o tempo O céu, o sol, um som A pessoa, ou o lugar? Agora me diz, o que faz você feliz? http://www.youtube.com/watch?v=ztoqVOYZrE4 O que faz você feliz? Aquela comida caseira Arroz com feijão, brincar a tarde inteira O molho do macarrão Ou é o cheiro da cebola fritando que faz você feliz? O papo com a vizinha O bife, a batatinha A goiabada com queijo Um doce ou um desejo Afinal, o que faz você feliz? http://www.youtube.com/watch?v=ZUTC4217yow O que faz você feliz? Ficar de bobeira Assaltar a geladeira Comer frango com a mão Tomar água na garrafa Passar azeite no pão Ou é namorar a noite inteira que faz você feliz? Rir e brindar à toa Um filme, uma conversa boa Fazer um dia normal virar uma noite especial Afinal, o que faz você feliz? http://www.youtube.com/watch?v=8_o5U64b-Rk O que faz você feliz? Comer morango com a mão Pôr açúcar no abacate Brincar com o melão Goiaba, romã, jabuticaba Ou é o gostinho de infância que te faz feliz? Cuspir sementes de melancia Falar besteira Ficar sem fazer nada Plantar bananeira Ou comer banana amassada Afinal, o que faz você feliz?

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O que eu te prometo pra hoje...

um banco de praça

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Querido diário,

não encontro-me mais em mim. E isto tem me imcomodado um pouco. queria estar mais magro, mais malhado, mas tem me faltado tempo. E isto me entristece. queria voltar a ser mais cavalheiro, gentil, educado, mas perdi muito disto no meu dia-a-dia.

sábado, 20 de outubro de 2007

Angustia

Estou com uma angustia que não sai de mim de forma nenumha. Não sei por que ela veio, pronde ela vai, como ela fica e/ou como ela sai. Simplesmente não sei. Machuca-me, fere-me, consome-me até o fim.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Para os dias de abraço.

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Tem dias em que tudo o que eu quero é que o amor me chegue assim de surpresa, com mãos carinhosas que levemente me toque na cintura e me envolva de forma suave e prezerosa até o abdomem laçando-me por completo num pseudo-abraço sem fim.
Há dias em que só as mãos carinhosas não me bastam. É necessário que estas mesmas mãos que me envolvem também tragam o corpo pra junto do meu. É necessário que o seu corpo se cole em mim de forma suave, quando a tua cintura se encaixa com a minha, o teu peito com o meu e os nossos ombros se nivelam de forma que as batidas de nossos corações se compassam num ritmo único em meio ao silêncio e nos descubramos completos.
Mas quase sempre o corpo não me basta, sentir-me completo não é o suficiente. É necessário que a cabeça também se incline ao meu pescoço e que pese nela a entrega do momento, que sinta o perfume, o calor, a pulsação. Que entregue o teu hálito as notas do perfume, que arranhe a ponta do nariz no cangote e o ouvido encontre a melhor posição pra ficar. Quase sempre se faz necessário que os lábios também se encontre com a pele numa multiplicação de sensações e energias. Que o êxtase seja por completo.
E que assim mesmo sem palavras e aproveitando o máximo das frações de segundo vemos o dia passar sem pressa, sem medo, sem preocupações porque já não estamos apenas mais completos, pois neste momento já somos um.
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Por vezes é necessário que seja assim.
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domingo, 7 de outubro de 2007

Os tons

Resolvi mudar-me de hoje em diante. Seguir meus instintos, minhas vontades, aquilo que acredito ser lei, os meus sonhos, os meus caminhos, aquilo que chamo de minhas verdades, aquilo que tenho necessidade. Não foi uma decisão fácil, tampouco será fácil mantê-la, mas desta vez tentarei. Estrutura e força tenho, e, a partir de hoje, tenho o primeiro passo.
Necessito rever alguns auto-conceitos;
Necessito ser vegetariano;
Necessito reservar mais alguns momentos de amor e comunhão com D´us;
Necessito tirar um pouco mais de tempo para viver;
Necessito mudar a minha vestimenta;
Necessito mudar o meu tipo de leitura;
Necessito mudar o meu comportamento;
Necessito mudar o que eu ouço, a quem eu ouço e como eu ouço;
Necessito mudar-me por completo, não ser diferente, mas mudar-me, transformar-me nos meus sonhos e torná-los passíveis de realização.]
E sonhar tem sido o que tem me movido a ser cada vez mais livre de mim e em mim mesmo, dos meus medos, traumas, descrenças, pagonismos e tantas outras coisas que me torturam e machucam, que me impedem de ir em busca daquilo que me fará crescer.
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Pela primeira vez resolvi olhar-me no espelho de cara limpa e ver o quanto há de medo e de susto daquilo que chamo de eu.
Olhar-me no espelho não fez eu me ver, mas sim a ver outrem que eu não conhecia, ou talvez fosse o reflexo de alguém que fosse idealizado pelos outros e não como eu gostaria de me ver quando me estabelecesse nesta idade a qual me encontro.
Sinceramente falando queria estar além, ser muito mais independente, maduro e preparado para esta coisa chamada vida que existe além quarto, mas não sou. Por isso mudar, por isso me reestruturar, por isso (tentar) ser feliz. Mais uma vez, outra vez mais e se não ser certo saber que poderei retentar de novo, sempre.

sábado, 6 de outubro de 2007

Há dias venho nutrindo o desejo de mudar. Ser radical em algumas posições, questionamentos, desejos, vontades, o que visto, o que escrevo, o que leio, produzo, comando e descomando em minha vida.
Há dias venho nutrindo a vontade de ser livre, de (re)descobrir o que é novo, o que tem relevância, poder, edifica e pode desenvolver-me profissionalmente, pessoalmente e socialmente. Algo que possa me cativar e me fazer sorrir como antes, ou construir-me um novo sorriso.
Há dias estou assim. Há dias pretendo mudar deste vai não vai. E como sempre há dias só me falta uma coisa: o primeiro passo.
E dar o primeiro passo é ter uma estrutura óssea e muscular sustentável, uma força maior que aquela que te mantém por inércia, que te faz parar ou mesmo a preguiça que avança cruelmente sobre os momentos de dificuldades.
E confesso que mudar é o primeiro passo para enfrentar as dificuldades. A primeira delas serei eu mesmo. Para que eu me mude será necessário rever conceitos, pré-conceitos, ângulos, caminhos e formas de se obter informações sobre a vida e como elas podem me ser favoráveis, além de contar com os prós e contras de tal mudança. O segundo serão as pessoas próximas que terão que reavaliar-me de acordo com a minha reavaliação e assim poder respeitar-me; tarefa no-grata eu sei.
Mas sinto mesmo que já é necessário mudar. A roupa, o cabelo, o modo de comportar-me, meus amigos, minha carreira, meus sonhos, minha maturidade, minha primeira infância e a minha segunda infância. É o momento do vier de novo. E que venha.
... porque mudar é preciso

sábado, 29 de setembro de 2007

Aprender a viver.

Voemos então?!

domingo, 23 de setembro de 2007

Mudanças

Daqui certos portos são mais seguros.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Sonhos

Você tem sonhos? Eu tenho alguns. Aliás sonhos de sonhador-mor. E o maior sonho deles é salvar o mundo. Sei que você já deve ter tentado salvar o mundo. Confesso que eu já tentei e planejei algumas vezes. E pelo menos na maioria delas, se das idéias passei, fracassei; e com louvor. E tenho justificativas pra isso: queria salvar um todo quando tudo o que eu precisava era salvar uma parte. Foi aí que os meus planos e as minhas visões mudaram. Egocentrismos a parte, já não sonho mais em salvar o mundo, mas sonho em salvar o meu mundo. E levante a mão quem não tem o seu próprio mundo, ou quem nunca lutou para salvá-lo.

sábado, 26 de maio de 2007

Maturidade: amar.

[Stephanie Rausser - Amantes no sofá]

Em poucas fases da minha vida sinto que estou crescendo. Entretanto por estes meses sinto-me mais maduro, mais responsável. Há quem diga que é por causa da responsabilidade, que a mim foi posta, quando assumi a farmácia, há quem acredite ser a idade que nos obriga a crescer mais rapidamente. Eu, sinceramente, não sei o que pensar, só sei que estou curtindo este momento.

E sentir-me maduro é a porta de abertura para uma nova fase da minha vida. Fase esta que me promove a um grau de responsabilidade surpreendente porque me transporta do estado de jovem, adolescente para o de homem. E ser homem implica em novas tarefas, novas aprendizagens, novos desejos, novas verdades, novas conquistas ao qual eu sempre me achei pronto, mas nunca condicionado a assumir tal posição. Agora, entretanto, sinto-me na necessidade de dar um passo a frente nesta tarefa que se chama crescer-evoluir.

Acredito até que o primeiro passo para tal crescimento já foi dado. Há tempos sinto a necessidade de manter um relacionamento fixo visando o casamento. Um sonho de criança que eu encontro-me preparado para realizar.

Durante toda a minha vida sempre acreditei que se belo era uma mulher se casar virgem e se guardar ao marido também de bom tom seria o homem se guardar para a sua esposa. E guardo-me, mesmo que a sociedade diga o contrário, mesmo a minha família diga o contrário, mesmo que eu mesmo queira me dizer do contrário, dou-me o direito de reservar-me a ser de uma pessoa só. Gosto de várias, já amei várias, entretanto apenas conhecerei uma a quem darei o meu verdadeiro amor. E até que a vida me prove o contrário assim será. E assim tem sido.

Tenho procurado uma pessoa para dividir o lado que sobra da minha cama, do sofá que possui dois lugares, do coração que pede companhia no café da manhã, na hora do almoço, na janta, na ceia e em tantos outros momentos do dia. E tenho encontrado tudo o que preciso, tenho sido feliz a cada vez que eu conheço mais e mais daquela pessoa que eu escolhi pra fazer parte da minha vida. Conhecer-nos é o que tem alegrado e motivado os meus dias. A cada dia tenho descoberto que a minha felicidade estará completa com esta pessoa. Engraçado como sinto me completo ao lado desta pessoa.

Mas ela está longe... em Curitiba. E o que resta deste amor todo o que eu sinto é a falta. Faltam-me abraços, beijos, conversas, carinhos, planos, futuros visíveis, metas. E como este momento piora quando o frio chega...

E como ela fica mais longe quando venta, quando vejo casais passeando pela rua de mãos atadas, porém tudo fica pequeno, inexistente quando penso nela. É engraçado como ela me supre, me sustenta, me dá forças, me completa e me anima a viver em busca do teu verdadeiro encontro. E me permite sonhar e voar. E criar vontades.

Então como num momento sublime sinto-me amparado, amado, carinhado e o teu corpo junto ao meu espanta-me todo o medo, o frio vai embora, e os problemas se resolvem...

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Curto o silêncio. O silêncio que há dentro de mim, o silêncio das pessoas, das circunstâncias, das horas, dos momentos, da vida. Silêncios que me atraem, que me distraem, me preparam para o novo que ainda se apresenta distante. Uma anunciação, um desejo descabido, uma vontade forte, um sonho raro.
...depois explico melhor isto

segunda-feira, 12 de março de 2007

Mais do mesmo e outras novidades.

Não sei não, mas hoje tem cara de um marco na minha história.
Vou trabalhar na farmácia do sócio da empresa. Não sei o que esperar, o que esperam, o que pensam, o que desejam, o que querem o que buscam. A única coisa que eu sei é que isto já estava programado para a minha vida.
De todas as coisas que eu sei é que desta trilha o final já se parece conhecido mesmo que irreal. Por instantes parece que a minha vida se confunde com a de José, filho de Jacó, da Bíblia. A nossa liberdade se confunde com a prisão e na nosssa autonomia em sermos livres de nós mesmos.
É tão engraçado isto. Sinto que depois desta semana a minha vida vai mudar. Se para mehor ou para pior deixo Deus decidir, pois é Ele quem desenha os meus passos, os meus caminhos e rege a minha vida. De mim mesmo nada sei, dEle só sei que me ama e isto me basta para ser feliz.
E vamos que vamos por que desta vida eu só quero mais, muito mais de onde eu já cheguei.
Beijos, abraços e cheiros.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Para o dia de hoje.

Vou ser bem sincero. Tenho gostado dos meus dias assim. As coisas tem se resolvido com o tempo de forma 100% eficiente, tenho aproveitado melhor os meus dias (apesar de acreditar piamente que eles poderiam ser muito mais bem aproveitados). Estou feliz num todo.
É fato que alguns amigos estão distantes e estou cada vez mais sozinho, entretanto novas formas de contato tem se aberto a minha vida e tenho conhecido pessoas novas, pensamentos novos, novas virtudes e novos desafios. Tenho aprendido que pra ser feliz precisa-de de muito pouco, muito pouco mesmo. Quase o mesmo esforço que manter o sorriso na cara na hora da adversidade sem ser falso ou piegas. Mas de todos os males que eu já enfrentei confesso que este é o menor de todos.
Profissionalmente a minha vida também não alavancado como eu gostaria, mas novos projetos estão surgindo, novos sonhos se formando e perto de mim cada vez mais pessoas que apresentam o mesmo ideal de vida e de conceito sobre. Viver é uma delicinha.
Lambuzar os dedos de verdades, encher a boca de risos, os olhos de brilhos e na pele os reflexos do sol com toda a energia da fotossíntese percorrendo o meu corpo dizendo que estou pronto para viver e que me breve precisarei correr atrás dos meus primeiros frutos. E fico com o tempo, persistindo sempre em ir em frente e jamais olhar pra tras.
No campo literário, tenho escrito pouco, falta-me inspiração para muita coisa. Deficiencia da minha leitura que se restringiu a pequenas formas de deslumbramento diárias. Respingos de aquarela numa tela branca. Isso não tem de um todo me feito feliz, mas tem me dado a fome necessária para ir em frente e querer conquistar o impossível.
Na parte religiosa as coisas também não tem fluido com tanta segurança. As rádios gospeis não são mais sintonizadas pelo meu rádio-relógio, o que me deixa doido da vida e a minha mãe louca quando ligo o som da sala nestas estações até o último volume. É certo que ela tem brigado menos comigo há alguns dias mas não deixa de querer se sentir agredida e violada com algumas das crenças dela. A saber eu sou cristão e ela praticante da seicho-no-ie. E dentro de algumas ordens temos nos dado bem.
--------> Pausa.
Infelizmente acabou o tempo pra escrever.
Abraços.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Diálogo por Caio Fernando Abreu

Para Luiz Arthur Nunes
(dedicação do autor)

A - Você é meu companheiro. B - Hein? A - Você é meu companheiro, eu disse. B - O Quê? A - Eu disse que você é meu companheiro. B - O que é que você quer dizer com isto? A - Eu quero dizer que você é meu companheiro. Só isto. B - Tem alguma coisa atrás eu sinto. A - Não. Não tem nada. Deixa de ser paranóico. B - Não é disto que estou falando. A - Você está falando do quê, então? B - Eu estou falando disto que você falou agora. A - Ah, sei. Que eu sou teu companheiro. B - Não, não foi assim: que eu sou teu companheiro. A - Você também sente? B - O quê? A - Que você é meu companheiro. B - Não me confunda. Tem coisa atrás, eu sei. A - Atrás do companheiro? B - É. A - Não. B - Você não sente? A - Que você é meu companheiro? Sinto, sim. Claro que eu sinto. Você não? B - Não. Não é isso. Não é assim. A - Você não quer que seja isso assim? B - Não é que eu não queira: é que não é. A - Não me confunda. Por favor, não me confunda. No começo era claro. B - Agora não? A - Agora sim. Você quer? B - O quê? A - Ser meu companheiro? B - Ser teu companheiro? A - É. B - Companheiro? A - Sim. B - Eu não sei. Por favor, não me confunda. No começo era claro. Tem alguma coisa atrás, você não vê? A - Eu vejo. Eu quero. B - O quê? A - Que você seja meu companheiro. B - Hein? A - Eu quero que você seja meu companheiro, eu disse. B - O quê? A - Eu disse que eu quero que você seja o meu companheiro. B - Você disse? A - Eu disse? B - Não. Não foi assim: eu disse. A - O quê? B - Você é meu companheiro. A - Hein?

(ad infinitum)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Agora é que se vai.

Estudar é preciso. Viver não é preciso.
Agora não tem jeito, começaram as aulas! E chegou o momento que eu tanto temia: vou ter que estudar como nunca estudei antes. Pesquisar, conhecer, conceber idéias e ideais, metas, objetivos, algumas soluções, questionamentos, debates, saber colocar o meu ponto de vista, tornar-me um ambientalista de carteirinha e um engenheiro de mão, esquadros e calculadora cheia neste ano será necessário.
Pensei que começaria bem indo mais cedo para a faculdade e pesquisando em livros coisas que eu não pesquisei nos anos anteriores, as novidades que saíram nos livros, nos grupos de discussões que foram formados ao redor do mundo. É pensei que me atualizaria em alguns meses e como o apoio da biblioteca. Disse pensei?! Fiquei por aqui mesmo, só pensamentos. A biblioteca da faculdade está em reforma e não dispõe de um grande acervo sobre meio ambiente, desenvolvimento sustentável e responsabilidade social. O jeito é procurar outras fontes ou esperar a biblioteca terminar de ser reformada pra ver ser alguns materiais tombados ressurgem ou retornam ao seu lugar de origem.
E no meio disto tudo estranhamente adotei a frase: Rato de biblioteca sim, bibliotecário não. Se tenho algo contra os bibliotecários?! Nada, apenas não quero ficar decorando posição de livros e ajudando os outros no momento de aperto. Vou ter que bancar o pseudo-egoísta se quiser fazer jus aos quase 900 reais que gasto com a faculdade.
E que seja assim. Será melhor pra mim. E pro meu futuro.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Lições do patriarca.

- Preciso conversar com o senhor, disse encostado da porta da cozinha.
Direcionou os olhos em minha direção, reacomodou-se na poltrona do sofá, revisou se a matéria da televisão ainda lhe era interessante, fitou-me novamente e como posasse para um quadro apoiou o queixo sobre a mão e esperou.
- Quero te pedir desculpas pelo grito no domingo, continuei a falar achando ser o melhor momento, sem um pingo de remorso na mente e na fala, mas pensando no bem estar familiar.
Ele como se não tivesse ouvido, visto ou entendido algo, não se manifestou.
- Disseram-me que o senhor estava chateadíssimo comigo porque eu retruquei o teu falar alto...
E interrompendo-me continuou:
- E estava mesmo. Comentei com a tua matriarca sobre o acontecido, vi que ela importunou o teu primo consideravelmente, pois, estava envolvido no caso. Preferi não me manifestar, mas estava louco por dentro. Só depois de refletir muito é que eu compreendi o que tinha acontecido. Achei até graça depois.
Há 20 anos estou acostumado a questionar, argumentar e contra-argumentar num tom elevado de voz, ainda mais quando detenho a razão e este foi um caso. O que nunca me aconteceu foi ser repreendido, ainda mais no mesmo tom de voz. Deu uma vontade de te esbofetear a cara, mas, na hora, fiquei sem reação alguma. Nem as minhas noras, meus genros, meus filhos e a minhas cunhadas, minha mulher e meus irmãos tiveram a ousadia que tivestes, tampouco os meus superiores na academia de oficiais, mas superastes a todos.
No teu caso, eu jamais pediria desculpas, entretanto agora me supreendes mais uma vez sendo humilde e reconciliando-te comigo. Quando acho que sei tudo da vida ainda vejo que tenho coisas a aprender. Tu me desculpas?
- Sobre?, exalei a minha ironia.
- Aprendes rápido. Rimos deliciosamente, depois continuou:
- Façamos assim: da próxima vez que o meu tom de voz subir ou não te agradar, coloque a mão no ouvido, assim saberei como agir, certo?
- Espero que funcione e vamos comer porque estou faminto.
- Vá que vou depois.
- Ok. Ah..., obrigado pela conversa.
- Vá logo!

domingo, 18 de fevereiro de 2007

De dentro pra fora.

Continuo sonhando. Nas minhas terras prefiro ser o sonhador-mor. Meus interesses, meus obetivos, desafios, promessas e planejamentos parecem ser inalcançáveis dentro dos seus prazos. Alguns até já adiei a data possivel de concretização. Porque eu fiz isto? Medo. Medo de ser feliz e de me esconder de uma realidade que não condirá com aquela que vivo. Sinceramente, se eu arriscasse verdadeiramente não colocaria nada em xeque ou a prova que não pudesse ser superada ou detonada num momento seguinte.
Por vezes tenho medo de ser eu mesmo e levar em frente a minha realidade (vida). Vejo pelo meu fotolog, algumas pessoas gostam, outras amam, ou visitam e algumas simplesmente odeiam, mas quem pára para analisar mesmo vê que dificilmente eu falo de mim no fotolog. Sempre são coisas que aocntecem ao meu redor, com pessoas queridas ou deveras distante, nunca o que está realmente dentro de mim. Talvez porque eu não sei o que tem dentro de mim, talvez por ser realmente vazio, por ser informe, irreal, sublimável a outros olhos, talvez porque eu mesmo nem sei quem sou, o que procuro o que quero. Ser feliz é fato, mas desconheço o significado não literal desta palavra por estes dias, e não gosto de saudosismo, acredito que certas coisas não voltam atrás.
E do meu mundo distante eu prefiro viver sem me preocupar com as dores que o mundo pode me provocar a curto, médio ou a longo prazo, mas sei que o prazo prestas preocupações estão chegando ao fim.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Nem tudo está perdido...

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Os tempos.

Não sei como consegui superar o ano de 2006, pois foi o ano que em que eu vi morrer muitas coisas minhas, inclusive sonhos, ideais e metas. Foi um ano para se esquecer, mas para se guardar momentos especiais, como amigos, colegas e familiares. Fiquei com um gostinho de perda na boca neste ano que passou que somente foi suprido por que fui sustentado nos braços de Deus.
E foi Ele mesmo quem disse que era necessário passar por esta fase, pois este ano é um ano de provar as novidades e algumas delícias da terra. É o ano de resgatar sonhos, estabelecer metas, mirar objetivo e vencer o impossível as minhas próprias vontades. Deu-me grande ânimo e alegria viver esta palavra, sei que foi derramado uma nova unção sobre a minha cabeça neste ano que se inicia e que necessário é eu tomar posse e viver tais palavras. Viver em baixo das assas de Deus.
Confesso que nunca tive tanto gozo na minha vida. Estou vivendo dias de sonhos. Algumas coisas que estavam escondidas no meu coração vieram à tona e outros deles nem tão bem subiram a mente, mas viveram no coração, e já foram realizados. São bênçãos na vida profissional, na vida social, na vida acadêmica, na vida amorosa e em tantas outras coisas que até me assustam, às vezes, por não saber como administrar tudo isso.
Mais sei que quero mais. Quero me explorar mais, viver mais para Deus, viver mais para a vida e aproveitar tudo o que ela tem de bom para me dar. E que Deus me guie e me guarde para que não caia nas armadilhas que a vida me dá.
E vamos viver por que ficar na frente desta telinha simplemente não dá.
Abraços,
P.S.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Maturidade e início das aulas.

Hoje começaram as aulas. E com todo bom início de aula vem o trote. O grupinho glbts escolheu as suas vítimas a dedo e se dirigiu para a boate no fim da rua. O grupinho ht fez a famosa pintura nos rostos e invadiu todo o tipo de bar que se acopla perto da faculdade, por conta dos bixos, claro. Eu nem tão glbts nem tão ht fui pra biblioteca ver as novidades (sim, sou rato de biblioteca) e uma bibliotecária lindíssima que estagia lá. Não encontrei nenhum dos dois senão o texto abaixo:
Maturidade por Gerson Neix

Quando alguém ou algum negócio pode estar maduro? Esta é uma questão praticamente impossível de se responder. O nosso mundo, desde a sua concepção, é mutante e evolutivo. Isso explica por que nunca podemos relaxar e dizer que estamos prontos, maduros, ou mesmo, não precisamos mais evoluir. A única coisa que não muda nesse mundo é o fato que tudo muda. A regra de nosso mundo é a evolução. Podemos até pensar que nosso negócio tenha atingido um nível excelente, mas nunca chegaremos à evolução absoluta e plena. Precisamos evoluir mais, crescer mais. No campo pessoal, as mudanças também são inevitáveis. Depende de nós encararmos as mudanças e aproveitarmos as lições para que elas nos façam crescer e amadurecer cada vez mais. Sabemos que muitas vezes essas mudanças são acompanhadas de dor e desconforto, tanto para um indivíduo como para uma empresa. Portanto, encaremos nossa vida como uma evolução contínua na área pessoal e na profissional. Vamos olhar as mudanças como sendo positivas e aproveitar muito mais as coisas boas que a vida nos oferece todos os dias.
G.N.
Maravilhosa sexta-feira a todos.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Boulevard of Broken Dreams

"Será preciso ficar só pra se viver? Ficar só, só pra se viver? Só pra se viver?" - Kid Abelha, Grand'Hotel
Lembro que a primeira vez que vi este quadro foi numa revista masculina que falava sobre comportamento. Era um texto chamado Memento Mori (Lembre-se que vai morrer). O autor discursava sobre as maravilhas que as idades mostravam com o passar dos anos e de como era importante lembrar que ao mesmo tempo que tudo deveria ser intenso também era efêmero por que nada se levava desta vida. Tudo numa beleza e singularidade comparativa com o quadro que fez o texto ficar gravado na memória.
Reencontrei esta imagem a poucos dias, num site de busca e, como mágica todo o texto saltou diante dos meus olhos, de repente as sensações do autor eram as minhas sensações e a mesma vaguidão que o moço solitário, da rua deserta despertou primeiramente no outro, agora despertava em mim. E lembrei que um dia iria morrer. Que ainda não tinha começado a viver, que as dores já apareceram e o tempo era de mudar.
E mudando, aos poucos, estou. (quem sabe radicalizanto, até)