sábado, 6 de outubro de 2007

Há dias venho nutrindo o desejo de mudar. Ser radical em algumas posições, questionamentos, desejos, vontades, o que visto, o que escrevo, o que leio, produzo, comando e descomando em minha vida.
Há dias venho nutrindo a vontade de ser livre, de (re)descobrir o que é novo, o que tem relevância, poder, edifica e pode desenvolver-me profissionalmente, pessoalmente e socialmente. Algo que possa me cativar e me fazer sorrir como antes, ou construir-me um novo sorriso.
Há dias estou assim. Há dias pretendo mudar deste vai não vai. E como sempre há dias só me falta uma coisa: o primeiro passo.
E dar o primeiro passo é ter uma estrutura óssea e muscular sustentável, uma força maior que aquela que te mantém por inércia, que te faz parar ou mesmo a preguiça que avança cruelmente sobre os momentos de dificuldades.
E confesso que mudar é o primeiro passo para enfrentar as dificuldades. A primeira delas serei eu mesmo. Para que eu me mude será necessário rever conceitos, pré-conceitos, ângulos, caminhos e formas de se obter informações sobre a vida e como elas podem me ser favoráveis, além de contar com os prós e contras de tal mudança. O segundo serão as pessoas próximas que terão que reavaliar-me de acordo com a minha reavaliação e assim poder respeitar-me; tarefa no-grata eu sei.
Mas sinto mesmo que já é necessário mudar. A roupa, o cabelo, o modo de comportar-me, meus amigos, minha carreira, meus sonhos, minha maturidade, minha primeira infância e a minha segunda infância. É o momento do vier de novo. E que venha.
... porque mudar é preciso

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