segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Para os dias de abraço.

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Tem dias em que tudo o que eu quero é que o amor me chegue assim de surpresa, com mãos carinhosas que levemente me toque na cintura e me envolva de forma suave e prezerosa até o abdomem laçando-me por completo num pseudo-abraço sem fim.
Há dias em que só as mãos carinhosas não me bastam. É necessário que estas mesmas mãos que me envolvem também tragam o corpo pra junto do meu. É necessário que o seu corpo se cole em mim de forma suave, quando a tua cintura se encaixa com a minha, o teu peito com o meu e os nossos ombros se nivelam de forma que as batidas de nossos corações se compassam num ritmo único em meio ao silêncio e nos descubramos completos.
Mas quase sempre o corpo não me basta, sentir-me completo não é o suficiente. É necessário que a cabeça também se incline ao meu pescoço e que pese nela a entrega do momento, que sinta o perfume, o calor, a pulsação. Que entregue o teu hálito as notas do perfume, que arranhe a ponta do nariz no cangote e o ouvido encontre a melhor posição pra ficar. Quase sempre se faz necessário que os lábios também se encontre com a pele numa multiplicação de sensações e energias. Que o êxtase seja por completo.
E que assim mesmo sem palavras e aproveitando o máximo das frações de segundo vemos o dia passar sem pressa, sem medo, sem preocupações porque já não estamos apenas mais completos, pois neste momento já somos um.
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Por vezes é necessário que seja assim.
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