terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Agora é que se vai.

Estudar é preciso. Viver não é preciso.
Agora não tem jeito, começaram as aulas! E chegou o momento que eu tanto temia: vou ter que estudar como nunca estudei antes. Pesquisar, conhecer, conceber idéias e ideais, metas, objetivos, algumas soluções, questionamentos, debates, saber colocar o meu ponto de vista, tornar-me um ambientalista de carteirinha e um engenheiro de mão, esquadros e calculadora cheia neste ano será necessário.
Pensei que começaria bem indo mais cedo para a faculdade e pesquisando em livros coisas que eu não pesquisei nos anos anteriores, as novidades que saíram nos livros, nos grupos de discussões que foram formados ao redor do mundo. É pensei que me atualizaria em alguns meses e como o apoio da biblioteca. Disse pensei?! Fiquei por aqui mesmo, só pensamentos. A biblioteca da faculdade está em reforma e não dispõe de um grande acervo sobre meio ambiente, desenvolvimento sustentável e responsabilidade social. O jeito é procurar outras fontes ou esperar a biblioteca terminar de ser reformada pra ver ser alguns materiais tombados ressurgem ou retornam ao seu lugar de origem.
E no meio disto tudo estranhamente adotei a frase: Rato de biblioteca sim, bibliotecário não. Se tenho algo contra os bibliotecários?! Nada, apenas não quero ficar decorando posição de livros e ajudando os outros no momento de aperto. Vou ter que bancar o pseudo-egoísta se quiser fazer jus aos quase 900 reais que gasto com a faculdade.
E que seja assim. Será melhor pra mim. E pro meu futuro.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Lições do patriarca.

- Preciso conversar com o senhor, disse encostado da porta da cozinha.
Direcionou os olhos em minha direção, reacomodou-se na poltrona do sofá, revisou se a matéria da televisão ainda lhe era interessante, fitou-me novamente e como posasse para um quadro apoiou o queixo sobre a mão e esperou.
- Quero te pedir desculpas pelo grito no domingo, continuei a falar achando ser o melhor momento, sem um pingo de remorso na mente e na fala, mas pensando no bem estar familiar.
Ele como se não tivesse ouvido, visto ou entendido algo, não se manifestou.
- Disseram-me que o senhor estava chateadíssimo comigo porque eu retruquei o teu falar alto...
E interrompendo-me continuou:
- E estava mesmo. Comentei com a tua matriarca sobre o acontecido, vi que ela importunou o teu primo consideravelmente, pois, estava envolvido no caso. Preferi não me manifestar, mas estava louco por dentro. Só depois de refletir muito é que eu compreendi o que tinha acontecido. Achei até graça depois.
Há 20 anos estou acostumado a questionar, argumentar e contra-argumentar num tom elevado de voz, ainda mais quando detenho a razão e este foi um caso. O que nunca me aconteceu foi ser repreendido, ainda mais no mesmo tom de voz. Deu uma vontade de te esbofetear a cara, mas, na hora, fiquei sem reação alguma. Nem as minhas noras, meus genros, meus filhos e a minhas cunhadas, minha mulher e meus irmãos tiveram a ousadia que tivestes, tampouco os meus superiores na academia de oficiais, mas superastes a todos.
No teu caso, eu jamais pediria desculpas, entretanto agora me supreendes mais uma vez sendo humilde e reconciliando-te comigo. Quando acho que sei tudo da vida ainda vejo que tenho coisas a aprender. Tu me desculpas?
- Sobre?, exalei a minha ironia.
- Aprendes rápido. Rimos deliciosamente, depois continuou:
- Façamos assim: da próxima vez que o meu tom de voz subir ou não te agradar, coloque a mão no ouvido, assim saberei como agir, certo?
- Espero que funcione e vamos comer porque estou faminto.
- Vá que vou depois.
- Ok. Ah..., obrigado pela conversa.
- Vá logo!

domingo, 18 de fevereiro de 2007

De dentro pra fora.

Continuo sonhando. Nas minhas terras prefiro ser o sonhador-mor. Meus interesses, meus obetivos, desafios, promessas e planejamentos parecem ser inalcançáveis dentro dos seus prazos. Alguns até já adiei a data possivel de concretização. Porque eu fiz isto? Medo. Medo de ser feliz e de me esconder de uma realidade que não condirá com aquela que vivo. Sinceramente, se eu arriscasse verdadeiramente não colocaria nada em xeque ou a prova que não pudesse ser superada ou detonada num momento seguinte.
Por vezes tenho medo de ser eu mesmo e levar em frente a minha realidade (vida). Vejo pelo meu fotolog, algumas pessoas gostam, outras amam, ou visitam e algumas simplesmente odeiam, mas quem pára para analisar mesmo vê que dificilmente eu falo de mim no fotolog. Sempre são coisas que aocntecem ao meu redor, com pessoas queridas ou deveras distante, nunca o que está realmente dentro de mim. Talvez porque eu não sei o que tem dentro de mim, talvez por ser realmente vazio, por ser informe, irreal, sublimável a outros olhos, talvez porque eu mesmo nem sei quem sou, o que procuro o que quero. Ser feliz é fato, mas desconheço o significado não literal desta palavra por estes dias, e não gosto de saudosismo, acredito que certas coisas não voltam atrás.
E do meu mundo distante eu prefiro viver sem me preocupar com as dores que o mundo pode me provocar a curto, médio ou a longo prazo, mas sei que o prazo prestas preocupações estão chegando ao fim.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Nem tudo está perdido...

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Os tempos.

Não sei como consegui superar o ano de 2006, pois foi o ano que em que eu vi morrer muitas coisas minhas, inclusive sonhos, ideais e metas. Foi um ano para se esquecer, mas para se guardar momentos especiais, como amigos, colegas e familiares. Fiquei com um gostinho de perda na boca neste ano que passou que somente foi suprido por que fui sustentado nos braços de Deus.
E foi Ele mesmo quem disse que era necessário passar por esta fase, pois este ano é um ano de provar as novidades e algumas delícias da terra. É o ano de resgatar sonhos, estabelecer metas, mirar objetivo e vencer o impossível as minhas próprias vontades. Deu-me grande ânimo e alegria viver esta palavra, sei que foi derramado uma nova unção sobre a minha cabeça neste ano que se inicia e que necessário é eu tomar posse e viver tais palavras. Viver em baixo das assas de Deus.
Confesso que nunca tive tanto gozo na minha vida. Estou vivendo dias de sonhos. Algumas coisas que estavam escondidas no meu coração vieram à tona e outros deles nem tão bem subiram a mente, mas viveram no coração, e já foram realizados. São bênçãos na vida profissional, na vida social, na vida acadêmica, na vida amorosa e em tantas outras coisas que até me assustam, às vezes, por não saber como administrar tudo isso.
Mais sei que quero mais. Quero me explorar mais, viver mais para Deus, viver mais para a vida e aproveitar tudo o que ela tem de bom para me dar. E que Deus me guie e me guarde para que não caia nas armadilhas que a vida me dá.
E vamos viver por que ficar na frente desta telinha simplemente não dá.
Abraços,
P.S.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Maturidade e início das aulas.

Hoje começaram as aulas. E com todo bom início de aula vem o trote. O grupinho glbts escolheu as suas vítimas a dedo e se dirigiu para a boate no fim da rua. O grupinho ht fez a famosa pintura nos rostos e invadiu todo o tipo de bar que se acopla perto da faculdade, por conta dos bixos, claro. Eu nem tão glbts nem tão ht fui pra biblioteca ver as novidades (sim, sou rato de biblioteca) e uma bibliotecária lindíssima que estagia lá. Não encontrei nenhum dos dois senão o texto abaixo:
Maturidade por Gerson Neix

Quando alguém ou algum negócio pode estar maduro? Esta é uma questão praticamente impossível de se responder. O nosso mundo, desde a sua concepção, é mutante e evolutivo. Isso explica por que nunca podemos relaxar e dizer que estamos prontos, maduros, ou mesmo, não precisamos mais evoluir. A única coisa que não muda nesse mundo é o fato que tudo muda. A regra de nosso mundo é a evolução. Podemos até pensar que nosso negócio tenha atingido um nível excelente, mas nunca chegaremos à evolução absoluta e plena. Precisamos evoluir mais, crescer mais. No campo pessoal, as mudanças também são inevitáveis. Depende de nós encararmos as mudanças e aproveitarmos as lições para que elas nos façam crescer e amadurecer cada vez mais. Sabemos que muitas vezes essas mudanças são acompanhadas de dor e desconforto, tanto para um indivíduo como para uma empresa. Portanto, encaremos nossa vida como uma evolução contínua na área pessoal e na profissional. Vamos olhar as mudanças como sendo positivas e aproveitar muito mais as coisas boas que a vida nos oferece todos os dias.
G.N.
Maravilhosa sexta-feira a todos.