segunda-feira, 12 de março de 2007

Mais do mesmo e outras novidades.

Não sei não, mas hoje tem cara de um marco na minha história.
Vou trabalhar na farmácia do sócio da empresa. Não sei o que esperar, o que esperam, o que pensam, o que desejam, o que querem o que buscam. A única coisa que eu sei é que isto já estava programado para a minha vida.
De todas as coisas que eu sei é que desta trilha o final já se parece conhecido mesmo que irreal. Por instantes parece que a minha vida se confunde com a de José, filho de Jacó, da Bíblia. A nossa liberdade se confunde com a prisão e na nosssa autonomia em sermos livres de nós mesmos.
É tão engraçado isto. Sinto que depois desta semana a minha vida vai mudar. Se para mehor ou para pior deixo Deus decidir, pois é Ele quem desenha os meus passos, os meus caminhos e rege a minha vida. De mim mesmo nada sei, dEle só sei que me ama e isto me basta para ser feliz.
E vamos que vamos por que desta vida eu só quero mais, muito mais de onde eu já cheguei.
Beijos, abraços e cheiros.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Para o dia de hoje.

Vou ser bem sincero. Tenho gostado dos meus dias assim. As coisas tem se resolvido com o tempo de forma 100% eficiente, tenho aproveitado melhor os meus dias (apesar de acreditar piamente que eles poderiam ser muito mais bem aproveitados). Estou feliz num todo.
É fato que alguns amigos estão distantes e estou cada vez mais sozinho, entretanto novas formas de contato tem se aberto a minha vida e tenho conhecido pessoas novas, pensamentos novos, novas virtudes e novos desafios. Tenho aprendido que pra ser feliz precisa-de de muito pouco, muito pouco mesmo. Quase o mesmo esforço que manter o sorriso na cara na hora da adversidade sem ser falso ou piegas. Mas de todos os males que eu já enfrentei confesso que este é o menor de todos.
Profissionalmente a minha vida também não alavancado como eu gostaria, mas novos projetos estão surgindo, novos sonhos se formando e perto de mim cada vez mais pessoas que apresentam o mesmo ideal de vida e de conceito sobre. Viver é uma delicinha.
Lambuzar os dedos de verdades, encher a boca de risos, os olhos de brilhos e na pele os reflexos do sol com toda a energia da fotossíntese percorrendo o meu corpo dizendo que estou pronto para viver e que me breve precisarei correr atrás dos meus primeiros frutos. E fico com o tempo, persistindo sempre em ir em frente e jamais olhar pra tras.
No campo literário, tenho escrito pouco, falta-me inspiração para muita coisa. Deficiencia da minha leitura que se restringiu a pequenas formas de deslumbramento diárias. Respingos de aquarela numa tela branca. Isso não tem de um todo me feito feliz, mas tem me dado a fome necessária para ir em frente e querer conquistar o impossível.
Na parte religiosa as coisas também não tem fluido com tanta segurança. As rádios gospeis não são mais sintonizadas pelo meu rádio-relógio, o que me deixa doido da vida e a minha mãe louca quando ligo o som da sala nestas estações até o último volume. É certo que ela tem brigado menos comigo há alguns dias mas não deixa de querer se sentir agredida e violada com algumas das crenças dela. A saber eu sou cristão e ela praticante da seicho-no-ie. E dentro de algumas ordens temos nos dado bem.
--------> Pausa.
Infelizmente acabou o tempo pra escrever.
Abraços.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Diálogo por Caio Fernando Abreu

Para Luiz Arthur Nunes
(dedicação do autor)

A - Você é meu companheiro. B - Hein? A - Você é meu companheiro, eu disse. B - O Quê? A - Eu disse que você é meu companheiro. B - O que é que você quer dizer com isto? A - Eu quero dizer que você é meu companheiro. Só isto. B - Tem alguma coisa atrás eu sinto. A - Não. Não tem nada. Deixa de ser paranóico. B - Não é disto que estou falando. A - Você está falando do quê, então? B - Eu estou falando disto que você falou agora. A - Ah, sei. Que eu sou teu companheiro. B - Não, não foi assim: que eu sou teu companheiro. A - Você também sente? B - O quê? A - Que você é meu companheiro. B - Não me confunda. Tem coisa atrás, eu sei. A - Atrás do companheiro? B - É. A - Não. B - Você não sente? A - Que você é meu companheiro? Sinto, sim. Claro que eu sinto. Você não? B - Não. Não é isso. Não é assim. A - Você não quer que seja isso assim? B - Não é que eu não queira: é que não é. A - Não me confunda. Por favor, não me confunda. No começo era claro. B - Agora não? A - Agora sim. Você quer? B - O quê? A - Ser meu companheiro? B - Ser teu companheiro? A - É. B - Companheiro? A - Sim. B - Eu não sei. Por favor, não me confunda. No começo era claro. Tem alguma coisa atrás, você não vê? A - Eu vejo. Eu quero. B - O quê? A - Que você seja meu companheiro. B - Hein? A - Eu quero que você seja meu companheiro, eu disse. B - O quê? A - Eu disse que eu quero que você seja o meu companheiro. B - Você disse? A - Eu disse? B - Não. Não foi assim: eu disse. A - O quê? B - Você é meu companheiro. A - Hein?

(ad infinitum)