quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Querido diário,

não encontro-me mais em mim. E isto tem me imcomodado um pouco. queria estar mais magro, mais malhado, mas tem me faltado tempo. E isto me entristece. queria voltar a ser mais cavalheiro, gentil, educado, mas perdi muito disto no meu dia-a-dia.

sábado, 20 de outubro de 2007

Angustia

Estou com uma angustia que não sai de mim de forma nenumha. Não sei por que ela veio, pronde ela vai, como ela fica e/ou como ela sai. Simplesmente não sei. Machuca-me, fere-me, consome-me até o fim.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Para os dias de abraço.

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Tem dias em que tudo o que eu quero é que o amor me chegue assim de surpresa, com mãos carinhosas que levemente me toque na cintura e me envolva de forma suave e prezerosa até o abdomem laçando-me por completo num pseudo-abraço sem fim.
Há dias em que só as mãos carinhosas não me bastam. É necessário que estas mesmas mãos que me envolvem também tragam o corpo pra junto do meu. É necessário que o seu corpo se cole em mim de forma suave, quando a tua cintura se encaixa com a minha, o teu peito com o meu e os nossos ombros se nivelam de forma que as batidas de nossos corações se compassam num ritmo único em meio ao silêncio e nos descubramos completos.
Mas quase sempre o corpo não me basta, sentir-me completo não é o suficiente. É necessário que a cabeça também se incline ao meu pescoço e que pese nela a entrega do momento, que sinta o perfume, o calor, a pulsação. Que entregue o teu hálito as notas do perfume, que arranhe a ponta do nariz no cangote e o ouvido encontre a melhor posição pra ficar. Quase sempre se faz necessário que os lábios também se encontre com a pele numa multiplicação de sensações e energias. Que o êxtase seja por completo.
E que assim mesmo sem palavras e aproveitando o máximo das frações de segundo vemos o dia passar sem pressa, sem medo, sem preocupações porque já não estamos apenas mais completos, pois neste momento já somos um.
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Por vezes é necessário que seja assim.
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domingo, 7 de outubro de 2007

Os tons

Resolvi mudar-me de hoje em diante. Seguir meus instintos, minhas vontades, aquilo que acredito ser lei, os meus sonhos, os meus caminhos, aquilo que chamo de minhas verdades, aquilo que tenho necessidade. Não foi uma decisão fácil, tampouco será fácil mantê-la, mas desta vez tentarei. Estrutura e força tenho, e, a partir de hoje, tenho o primeiro passo.
Necessito rever alguns auto-conceitos;
Necessito ser vegetariano;
Necessito reservar mais alguns momentos de amor e comunhão com D´us;
Necessito tirar um pouco mais de tempo para viver;
Necessito mudar a minha vestimenta;
Necessito mudar o meu tipo de leitura;
Necessito mudar o meu comportamento;
Necessito mudar o que eu ouço, a quem eu ouço e como eu ouço;
Necessito mudar-me por completo, não ser diferente, mas mudar-me, transformar-me nos meus sonhos e torná-los passíveis de realização.]
E sonhar tem sido o que tem me movido a ser cada vez mais livre de mim e em mim mesmo, dos meus medos, traumas, descrenças, pagonismos e tantas outras coisas que me torturam e machucam, que me impedem de ir em busca daquilo que me fará crescer.
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Pela primeira vez resolvi olhar-me no espelho de cara limpa e ver o quanto há de medo e de susto daquilo que chamo de eu.
Olhar-me no espelho não fez eu me ver, mas sim a ver outrem que eu não conhecia, ou talvez fosse o reflexo de alguém que fosse idealizado pelos outros e não como eu gostaria de me ver quando me estabelecesse nesta idade a qual me encontro.
Sinceramente falando queria estar além, ser muito mais independente, maduro e preparado para esta coisa chamada vida que existe além quarto, mas não sou. Por isso mudar, por isso me reestruturar, por isso (tentar) ser feliz. Mais uma vez, outra vez mais e se não ser certo saber que poderei retentar de novo, sempre.

sábado, 6 de outubro de 2007

Há dias venho nutrindo o desejo de mudar. Ser radical em algumas posições, questionamentos, desejos, vontades, o que visto, o que escrevo, o que leio, produzo, comando e descomando em minha vida.
Há dias venho nutrindo a vontade de ser livre, de (re)descobrir o que é novo, o que tem relevância, poder, edifica e pode desenvolver-me profissionalmente, pessoalmente e socialmente. Algo que possa me cativar e me fazer sorrir como antes, ou construir-me um novo sorriso.
Há dias estou assim. Há dias pretendo mudar deste vai não vai. E como sempre há dias só me falta uma coisa: o primeiro passo.
E dar o primeiro passo é ter uma estrutura óssea e muscular sustentável, uma força maior que aquela que te mantém por inércia, que te faz parar ou mesmo a preguiça que avança cruelmente sobre os momentos de dificuldades.
E confesso que mudar é o primeiro passo para enfrentar as dificuldades. A primeira delas serei eu mesmo. Para que eu me mude será necessário rever conceitos, pré-conceitos, ângulos, caminhos e formas de se obter informações sobre a vida e como elas podem me ser favoráveis, além de contar com os prós e contras de tal mudança. O segundo serão as pessoas próximas que terão que reavaliar-me de acordo com a minha reavaliação e assim poder respeitar-me; tarefa no-grata eu sei.
Mas sinto mesmo que já é necessário mudar. A roupa, o cabelo, o modo de comportar-me, meus amigos, minha carreira, meus sonhos, minha maturidade, minha primeira infância e a minha segunda infância. É o momento do vier de novo. E que venha.
... porque mudar é preciso