segunda-feira, 14 de julho de 2008

Your Life is 55% Off Track
Right now, you're taking things one day at a time.
Some things are going well, but you can't help but wonder if you're getting the most out of life.
It's time for you to slow down and reflect a little. You can change your life - but it's up to you!

You Are a Granola and Fruit Sundae
Healthy, fresh, and totally natural.
Your body is a temple... even if it doesn't smell like one!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O ler

Acordei me sentindo estranho. Não sei bem o que é, mas estou com uma fome de leitura que me impressiona. Já li um blog, um editorial, algumas notícias sobre meio ambiente, já quase fiz um conto em cima de tais leituras e ainda estou com fome de leitura. Mas com muita fome de leitura mesmo, e, engraçadamente, eu não estou com vontade de ler qualquer coisa, não. Talvez leia a Bíblia mais tarde, com mais calma, mais tempo, mais emoção e iniciativa da qual eu me apresento agora.
Por hora cuido de papéis. Há dias. Papéis que já deveriam ter sido cuidados em seu devido tempo, com a sua devida atenção, mas que agora só vem comprovar a minha desatenção e despreocupação com o tempo que cada coisa deve ter no seu devido momento. (Nietzsche explica o não lugar de cada coisa).
E agora fico eu aqui, extremamente sozinho e carente que qualquer contato social - Até quando, caro leitor? - Talvez até eu aprender a olhar a hora certa no relógio desta coisa maluca que se chama vida.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Momento

Eu ia escrever várias coisas aqui, mas a música mudou e a emoção me fez perder todo o conteúdo que eu já tinha em mente. Então vou recomeçar sem muita preocupação com a ordem das idéias.
Acho sublime o jeito que o estar de cada coisa é diferente do meu estar de cada coisa. Agora mesmo, enquanto completo a minha hora de almoço, estou pensando que o meu período de hibernação veio no final de junho e durou até as primeiras semanas de julho por que de alguma forma o tempo sabia que viriam momentos intensos para mim e que era necessário estar preparado mentalmente e fisicamente.
Infelizmente não consegui me revigorar de um todo, mas consegui com alguma graça, estar mais disposto por estes dias. Justamente nos dias em que me vem obrigações importantíssimas e que duraram quase o período de uma vida. É tempo de revisar documentos, rever importâncias, mudar alguns móveis de lugar, conquistar novos espaços, novas fronteiras. Tempo de mudanças, de reconstruir das cinzas aquilo que se consumiu no fogo.
É tempo de atender a chamados pessoais, a carinhos, afagos, de aprender novamente a amar, de não mais adiar compromissos. Tempo de comprar um relógio, assumir responsabilidades e mostar a cara.
É tempo de voltar para D'us, de regressar alguns caminhos mal trilhados e refazê-los, para que haja a sabedoria do momento, para que se possa ir a um bom lugar. Apesar de sôfrego estou bem feliz comigo mesmo. Esperançoso. Sonhador.
Pela primeira vez, estou aqui.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Conversinhas

terça-feira, 1 de julho de 2008

Verdades

A,
Nunca me achei bom em alguma coisa, ou em alguma coisa que eu ponha valor. Sem autocomiseração, por favor! Estou bem cheio de certas coisas, de certas verdades e muitas mentiras que sou obrigado a ler, ouvir, ver e provar. Há tantas máscaras no mundo que me assusto com uma face verdadeira. Fico horas a admirar e há tempos que não me admiro. Ainda mais nestes momentos de canibalismo e antropofagia no qual eu estou passando. (Qualquer coisa meio ‘Vamos comer Caetano’ da Adriana). E uma destas máscaras no meu dia-a-dia que tenho que aturar é o teu espanto descabido com a minha preocupação com os detalhes. Não, nunca fui detalhista, tampouco perceptivo, receptivo e qualquer outro ativo. Venho de uma família que não faz planejamentos, escolhas claras, visões e qualquer coisa correlata ao ‘estar preparado a’. Aliás, para os Cândidos de Oliveira (e até hoje procuro um cândido por uma coisa qualquer) o ‘se vira nos 30’ é mais gostoso; precisamos daqueles minutinhos de tensão, adrenalina, do ‘será que?’ que as circunstâncias pedem, pois os detalhes são apenas detalhes e os outros, depois do eu, são apenas os outros. E insisto: como você sabendo de tudo isso pode se espantar com tão pouco? Se eu sou grosso como dizes é porque grosseria faz parte da família. Ou arrota caviar quem come bosta? Ou há riqueza no (que consideras) lamaçal? E posso ser super sincero? Educação eu tenho pra botar muitos indivíduos no chinelo, inclusive os teus. E sem pedestais, por favor, porque eu também acho que educação, em sua maioria, vem de casa; quem não teve que corra atrás do prejuízo. Polidez, para nós, acima de tudo é uma questão de troca e etiqueta social, ou seja, tem hora e momento. E, por favor, não mais me repreendas se eu não faço a questão de usar esta mesma máscara que descobri grudada na tua face. Se já não tenho mais excitação em conversas banais, em coisas formais, em caras e bocas, num quilo disso e dois quilos daquilo. Sinceramente não dá. Mais falso que os beijos e abraços, aos quais me dispus a dar por pura educação, são o ‘tudo bem?’ a que tu me obrigas dizer. Quem são estas pessoas? De onde vieram? Não é no ombro delas que choro, rio, gozo a vida, divido momentos. Que me interessa então saber se com elas está tudo bem? Aliás, ‘tudo bem’ pra mim é um gancho maravilhoso para descobertas recíprocas. Ou alguém está bem por bem-estar e mal por mal-estar? É algo repentino? Um comprimido que se toma de manhã? Um acaso da sorte? Cara ou coroa? Acredito que seja uma série de fatores, isto sim. Portanto, peço novamente para que fique bem claro, poupe-me de certas ‘cordialidades’ se as pessoas não querem e não são cordiais. Se eu rebato um ‘tudo bem?’ com um ‘queres realmente saber?’ ou dou-te a liberdade de ouvir um ‘não’ ou um ‘vai melhorar’ é porque de alguma forma convido-te a fazer parte do meu mundo. Se nem todos percebem isto ou estão preparados para ouvir que posso eu fazer? Mas, como vejo o teu contentamento vindo com um simples ‘sim’ que me corrói tanto e ‘sim’, por mais ridículo que isto possa parecer, não te dou até entendermos o estar de cada coisa ou valor daquela canção do Renato que fica tão bem na tua voz: ‘não é a vida como está e sim as coisas como são’ ficaremos no zero a zero. Daqui, espero e oro pra que seja por pouquíssimo tempo. O tempo de uma lida, se necessário for minha doce e raríssima, mas nada boa e bem, amizade arranhada.
Sinceros beijos de Judas,
M.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Jardim da Inocência
Paulo César Baruk
Ah, que saudade!
(Que saudade) de ouvir Tua voz ao entardecer.
Ah, que vontade!
(Que vontade) de voltar ao Jardim da Inocência.
Se eu pudesse voltaria atras e não faria novamente o que fiz...
Troquei minha comunhão
Pela escuridão da noite; em trevas tornei os meus dias.
Ah, que vontade de andar conTigo!
Pelo Jardim, pela viração dos dias,
Pegar em tuas mãos e voar
Pela imensidão da terra e Te adorar.
Ah, que vontade de dizer a Ti,
Tudo que aprendi, nesse Jardim...
Jardim da Inocência.

sábado, 21 de junho de 2008

Cartas inesquecíveis

Tetravô
acho que no dia de hoje, se vivo estivesse e as condições fossem as mesmas, doeria mais em ti que em mim. Só agora dou-me conta do que é se desfazer dum bem que há tanto durou e perdurou. 4 gerações. 4 histórias. E uma revolução de acontecimentos. Infelizmente, eu só tomei conhecimento disto agora quando ao entrar naquela sala pude ver as fotos e as histórias contadas através de fotografias e os seus ex-instrumentos de trabalho que vieram de geração em geração cada vez mais jogados até que eu os colocasse num bonito lugar. Prefiro crer que as formas de comprimidos e pílulas, os cadinhos, pesos, balanças, colheres medidas e tudo o mais ainda possa ter um sentido muito maior um dia. Que para alguém vindouro posso ter muito mais significância que pra mim. Que os sonhos que como família, bem ou mal, com descência ou indescência, pudemos sonhar e construir possam um dia voltar a dar bons e suculentos frutos. Sinto-me fraco, impotente e ainda com aquele gosto bendito de morangos mofados na boca (que por mais morangos que eu coma não sai). [...] acho que perdi qualquer coisa muito maior que um simples estabelecimento comercial, uma simples firma, uma simples multicação de dívidas. Acho que perdi um pouco da minha história e com isso um pouco de mim.
______________________________________________foto de Butch Martin - torrada.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

De Epyphaneias para Rafa_Gael

epyphaneias disse em 20/06/08 00:04 … passado o momento há a necessidade de se destinguir os vermelhos. se morangos, se sangue, se melância, se língua. e a cultura qualquer atrás disto - há cultura não há?! - há de haver - e o processo da coroação. dúbio se vê e se fez. ao mesmo tempo? referências de tempo, por favor. - de novo com histórias?! - desta vez é com 'e', honey, estórias, EX-tórias. Há também um pouco de decomposição nisto tudo. Há a ausência de cores. - Primárias ou secundárias. - Só há as brutas. - Cores, então, há. Do sorriso, do tempo, da vitória, da vida, da morte e do brilho. Com as coroações vem a inveja, a dor, a imcompreensão. - Jesus Cristo superstar ou ... - Não vou dar a mínima de qualquer jeito. O tempo se faz presente na ausência. O tempo bate, apregoa, castiga. - Pipoca? - tempo não pipoca. - pulastes a etapa mais importante. Transitar é o mais delicioso do estático. Nunca se o é. Agora mesmo não o é, mas estático está. - Acho desesperadora esta tua mania de se colocar no lugar dos outros - é sempre no meu não é mesmo!? - por hora é no meu... tu vens?! "eu quero ver você ficar no meu lugar. eu quero ser você, ficar no teu lugar". - Kid abelha agora não dá! - Culpa do strass. - Culpa do mel. - Onde?! - Ah não conto... - Começou... - Ah já vi esta cena dá pra adiantar?

terça-feira, 17 de junho de 2008

As águas (inacabado)

Já um pouco mais de meia-noite. Estou sem sono, fazendo um trabalho de saneamento básico, ouvindo músicas no computador e pensando em você. Que letras que elas tem! Queria que pudesse ouví-las. São doces, mas tão profundas. Agora mesmo estou ouvindo 'Águas sempre vão' do Renato Braz e ao mesmo tempo me vem a mente tu me olhando os olhos e me dizendo que águas passadas não movem moinhos, que águas passadas nunca retornam iguais ao seu ponto de partida, que tudo de uma forma ou de outra sempre passa.

Lembrei-me também do valor que o pastor deu ao significado da palavra água quando pregou sobre a passagem de que o nosso Senhor Jesus andou por sobre as águas, naquela vez queria que estivessemos juntos, ouvindo a pregação juntos, mostrando que haveria uma força descomunal no poder do Amor, que ele poderia quebrar qualquer preconceito, apatia e discrimação contra as várias águas que vieram contra o nosso castelo e o derrubaram.

Lembra-te daquela música da Cassiane que cantávamos com este mesmo assunto?! "As muitas águas não poderam apagar. O que D'us uniu não vai acabar".

segunda-feira, 16 de junho de 2008

A postagem que não sai

Bom dia!

É tão engraçado a forma como as coisas acontecem quando sento em frente esta janela.

Os pensamentos que até então me incomodavam, ou serviam de inspiração para aqui esrecver, vão embora, desaparecem numa bruma qualquer desta tela branca. O mesmo não acontece somente aqui, mas também no fotolog. Às veze tenho a foto, o texto, o que das coisas implícitas e explícitas, mas na hora... cadê? Pr'onde foram? Então posto noutro dia, em outro tempo, ou nunca posto. Tão qual os textos aqui propostos, quase sempre inacabados, intermináveis até. E confesso que acho uma graça qualquer nisto. Fica tão pessoal, mas nada original. Sim. Nada original, alguns autores ingleses (quiça brasileiros) possuem textos publicados neste estilo. Textos que sempre deixam um gosto de. Ou meus talvez deixem outro tipo de gosto nos lábios. Um gosto talvez de ' qu'isso Brasil ? '.

E quem sabe não causaria uma estranhesa qualquer em dizer que já não era nada disso o que eu queria publicar aqui? Que eu queria falar falar das minhas mudanças internas, da minha perca de foco das coisas, das levas que a vida me deu e de como reerguer-me tem sido difícil. Da graça que há em saber que no fundo do poço há uma mola pra lá de propulsora que pode nos levar as estrelas se quisermos. Mas já não sei mais botar tudo isso no papel como estava outrora, só sei que o tempo já é outro. E se depender de Nós será de uma bonança dirigida e não uma qualquer.

De mim caberá trabalhar, dEle me guiar.

Acho que é o que tem por hora. Se der volto.

M

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Hoje é o último dia de prova na faculdade. O início do fim.

Se D'us quiser daqui há 6 meses estarei formado e serei um engenheiro ambiental. De CREA e tudo o mais. Aham. E pela primeira vez falo tudo isso sem medo do futuro, sem preocupações com o que há de vir e sem me importar se serei feliz assim ou não.

Pela primeira vez que comento sobre o fim de uma etapa sinto que a mesma está apenas começando, se dando o gozo de mais um passo, um mais além que vem, não como causa, mas conseqüência. De um momento que me pede pra ser mais humano, mais firme, mais forte, com mais fé, mais fervoroso, quem sabe?!

E eu vou. Sem medo, sem pressa, sem culpa. Talvez, como quem anda de bicicleta: com o vento nos cabelos, um sorriso no rosto e uma não culpa alguma em ser feliz.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Pensando, pensando...

minha bendita mania de pensar alto!!!

Que interessa pros outros se gosto disto ou daquilo? Se faço isso ou aquilo. Se está seco ou molhado? Quente ou frio? Se há problemas no mundo?

Aaaaaaaaah! Kd a minha ostra!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

o que não me sai hoje

queria escrever algo sobre o dia de hoje...

... mas hoje mesmo, só amanhã!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Hibernação (inacabado)

"Estar de vez em quando só é para mim o maior dos prazeres".
Fèdor Mikhailovitch Dostoievski
Um dos poucos prazeres que tenho quando entro no meu período de hibernação é a possibilidade de isolar-me do mundo ao meu redor e assim poder estar em contato mais íntimo comigo. É o tempo que me reservo e me dou para reavaliar o meu comportamento, as minhas atitudes, os meus caminhos trilhados e os que eu ainda vou trilhar, revisão de planilhas, de metas a curto prazo, de qualidades a serem lapidadas, defeitos a serem trabalhados, falhas a serem reparadas, de esvaziar-me de mim mesmo e dos meus vícios, de limpar a casa, a mente, o corpo, de reconhecer os laços formados e de .
Tempo de afrouxar o nó da gravata, desapertar o cinto, desamarrar os sapatos, descalçar as meias e descansar dentro de mim. Dar-me a paz, a tranqüilidade e o vigor de um encontro despretencioso e enamorar-me sem fim, como se fosse a primeira vez.

sim título (inacabado)

"Estar só de vez em quando só é para mim o maior dos prazeres". Fèdor Mikhailo

terça-feira, 27 de maio de 2008

Hibernando

Não quero mesmo hibernar antes da hora, mas acho que desta vez será inevitável.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Faz diferença?

o que? o comprimento do cabelo? o modelo do óculos? a posição pra se tirar a foto? a cor da camiseta? o sorriso? o estar de cada coisa? a intensidade de cada coisa? o que se ouve? o que se come? o que se pensa? o que pel'amorded'us!! a idade? a companhia? o lugar para onde se vai? com quem se vai? como se vai? o lugar de onde vem? o porque se veio? se veio bem? e se num veio? o que faz diferença? o que pensam de ti? o que tu pensa dos outros? o não pensam? o que deveriam pensar? o já pensaram? o que comentam? ou o que calam? o que faz diferença? se chove? se faz sol? se venta? se faz calor? se toma-se banho de chuva, mangueira ou ribeira? o que pel'amorded'us!! se há roupa no varal? se há o teu prato predileto no jantar? se há cores no teu arco-íris? ou se a foto foi monocromática? se houve riso? se houve choro? se houve murmuração? se faltou fé? se faltou um passo? uma palavra? um desejo? um cansaço? o que faz diferença? não sei... nem sei se diferença faz, mas independente disto vovó sempre dizia: "D'us nunca dá o frio maior que a capacidade do cobertor". ;)

Idem, ibidem

Querida mãe, querido pai,
Não sei mais conviver com as pessoas. Tenho medo de uma casa cheia de pais e mães e irmãos e sobrinhos e cunhados e cunhadas. Tenho vivido tão só durante tantos – quase 40 – anos. Devo estar acostumado.
Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês – que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio – que é tão ou mais delicado.Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como "eu gosto de você". Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la.
Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco – todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado – nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.
Amo vocês, seu filho,
Caio

quarta-feira, 7 de maio de 2008

"Quero sempre fazer, ao mesmo tempo, três ou quatro coisas diferentes; mas no fundo não só não faço, mas não quero mesmo fazer nenhuma delas. A ação pesa sobre mim como uma danação: agir, para mim, é violentar-me". (F. Pessoa)

Estou triste comigo mesmo. Não tenho conseguido cumprir as minhas metas diárias. A cada manhã não tenho orado mais como antes. Não tenho buscado a presença de D'us e a sua importância no meu dia-a-dia. Não tenho pedido as bênçãos diárias, tampouco agradecido pelo dia que se passou. Esqueço de orar em forma de agradecimento pelo alimento que tenho durante todo o dia, por estar mais um dia vivo, por Ter uma família, um teto para me abrigar, uma profissão, um sonho passível de realização e também - porque não? - problemas e desafios para enfrentar. Não tenho pedido que o Senhor D'us me guie e me guarde pelas as minhas veredas, que olhe e proteja os meus amigos e que tudo vá conforme a Tua direção e caminho traçado para o meu dia, para que eu mesmo não faça do errado o certo ou ache bondade alguma onde não há. Não tenho mais me preocupado em ler a Bíblia, tampouco seguir os teus preceitos que os tinha por tão certo, justo e imaculável. Já não sinto tanto gozo quanto antes ou como eu gostaria de sentir. Infelizmente sinto-me obrigado a manter um tipo de relacionamento que mais não há senão pela dor de tê-lo. E antes havia o encanto do amor. Do primeiro amor. Não tenho sido justo comigo mesmo também. Não tenho feito a minha busca diária por um estágio nos sites especializados, tampouco saído às ruas deixando o meu currículo no maior número de estabelecimento possível e permissível. Isso somente me entristece mais e traz a tona pesadelos, angustias e frases soltas na minha mente que não me favorescem, me denigrem e mostram tornar-se real uma realidade que eu prefiro esquecer. Não tenho mais forças para seguir adiante. Não tenho pique. Não tenho ânimo. Não tenho gozo. Compro revistas, mas não as leio, entro em sites mas não vejo perspectivas, tento novos cursos mas não encontro conexões e vontades. Só tenho achado graça em vegetar, em perder o rumo do andar, no não estar de cada coisa. No dormir em meio ao caos, no prender aos pés da cama, no sol que bate na cara querendo aquecer e despertar mas o cerro dos olhos possui força maior. Por hora não há perspectiva. Só há dor. E uma expectativa (frustada) de tentar ser (novamente) alguém.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Esquadros...

Berlim 01.07.93 (cartão)
Adriana C.
Minha sempre deusa, continuo andando pelo mundo, chorando ao telefone, prestando muita atenção, divertindo gente, a fome dos meninos da Yogoslávia nas ruas ricas da West-Berlim dói tanto ou mais quanto os nigrinhos do Rio, há dez meses acordo e não tenho ninguém do lado - os meus amigos, cadê? - Vou/irei à Tchecoslováquia, talvez Hungria, Jakarta, mas perdi alguma coisa no Brasil, ¨à tarde Maria dorme¨, tenho medo, matam turcos e a estrada é enorme, mas tua voz e tua música me aconchegam entre Paris/Amesterdam/Berlim/Praga/London/ tudo é muito igual e belos os alemãezinhos ao sol do verão fugaz deles.Te mando retalhos de amor.
Caio F.

http://www.youtube.com/watch?v=qS92UmIIEO8

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Um pouco de insanidade não faz mal a ninguém.

É, aconteceu, finalmente aconteceu! Tomei vergonha na cara e comecei uma verdadeira faxina nas minhas coisas. E começou pela internet, afinal eu nunca sei quando terei ou não terei ela em casa. E confesso que nunca me senti tão seguro quanto aos meus atos. O pessoal, de contato mais variado o possível, tem sido positivo quanto ao e-mail que vos mandei informando da minha decisão de deletá-los e somente adicioná-los quando recebesse uma mensagem de retorno. Desconhecia tamanho carinho e tamanha atenção. Agora é saber no que o resto disto tudo vai dar.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Daqui pra lá

Tenho conversado muito comigo mesmo por estes dias. Carência afetiva extrema. Sinto-me só, perdido, desgarrado, solto no meio do nada e longe de tudo. Preciso dividir as minhas dúvidas, os meus problemas, contar as minhas piadas da vida, os meus desejos, anseios, sonhos, virtudes, conquistas e reinados sonhados e planejados, aquilo que hoje eu tenho e aquilo que um dia eu terei. Alguém que ria, sorria, caminhe, lute, converse, ame e sonhe comigo, e, porque não, que também chore, saia correndo em dias de desespero sem rumo até que o interior se acalme, esperneie, quebre alguns pratos nos dias de ira, grite da janela nos dias de chuva e sem medo nenhum pule de uma cama para o amontoado de edredon espalhado pelo chão. Não, não digo com isso que não acredito na força dos relacionamentos, tampouco falo de relacionamentos sexuados, acredito na validade deles. Mas dirijo-me aos relacionamentos de amizade. Os bons, os guerreiros, os verdadeiros, que não desistem mas encontram forças nas jornadas pra ir em frente. Este tipo de relacionamento eu não o tenho mais hoje. E isso me faz falta. Acredito que já perdi muito. E estou perdendo um pouco mais a cada dia. Porque a cada dia que passa a certeza que me fica é a de que eu não nasci pra ser sozinho.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Há tempo pra tudo...

Tempo de novas fases. Tempode recolher o quese perdeu e de estruturar o que se tinha perdido. Tempo de viver e fazer viver. Tempo de morrer também aquilo que nasceu torto ou não se compete mais. Tempo de rir, tempo de se alegrar.
Tempo de amar.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Tempo de silêncio e solidão.

Hora de sumir novamente, mas não por minha causa, tampouco por minhas vontades. São as circunstâncias. Tudo ao meu redor se não cheira mofo, inspira e transpira morte pelas veias. São tempos dificeis. Há morte na minha casa, na minha panela, nos meus passos, na minha visão. Não sinto mais os meus sentidos e tudo é frio e solitário. Não sinto prazer nos meus risos, tampouco conforto nas minhas lágrimas, tudo é somente o oco, o passar do tempo, vaidade. Machuco-me mas não sinto dor, firo outrem sem querer ferir ou firo a mim mesmo para saber se algo em mim reage a algum estímulo a alguma ... continua depois...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Meu Jardim Vander Lee Composição: Vander Lee Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho Estou podando meu jardim Estou cuidando bem de mim Da primeira vez que saimos desta casa os móveis já não eram os mesmos, tampouco as experiências e as vontades. Tinhamos sonhos. Mudar de casa, pintar o apartamento, comprar um sítio, criarmos uma horta hidroponica, sermos mais unidos e felizes. Não fomos. Ainda com um certo tremor lembro-me das minhas lágrimas correndo pelos olhos embaçando-me a visão e eu tendo que colocar as roupas, os brinquedos e o que mais me fosse útil para aquele momento para que pudessemos partir. E no desespero arrumei a minha mochila, peguei algumas pelucias, outros bonecos entre carrinhos e com a segurança de um aperto de mão entrei no taxi e partimos. A porta aberta, as luzes acesas, a bagunça do momento, as coisas que deixei jogadas pelo caminho, o desespero dum outro a andar pela casa vazia e o silêncio pasmo do motorista. Dois anos depois voltamos a casa. Agora na certeza dela vazia. Abrimos a porta com cuidado. Pelo chão vinis quebrados, talheres jogados, sangue pelos lados, pelas paredes, pelos móveis, móveis destruidos e o chão todo ranhurado e as marcas de um desespero incabível de uma fera ferida. Ferida mas consciente. Meu quarto estava intocável. Não limpo nem arrumado. Os carrinhos em fila pelo chão, os bonecos nos mesmos lugares que haviam ficado, as roupas dentro do cesto, a flor do faso e os cadernos bagunçados no guarda-roupa, tudo em seu perfeito lugar, intocável por dois anos. Marcas inesquecíveis. Hoje vejo-me tendo que arrumar as malas novamente. A consciência e lucidez dos fatos são outras, as vontades também, assim como as opiniões. Desta vez não será necessário arrumar as malas correndo, tampouco deixar as coisas bagunçadas como estão. Há tempo, mas como da primeira vez há dor.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Dos novos tempos.

Hoje mais um ano começa: o ano letivo. O último ano duma faculdade de 5 anos. Neste tempo tive vitórias e derrotas muitas, erros e acertos demasiados e tentativas de outros mil, mas talvez nada que se compare com a força deste ano. Tempos de acertos mais que erros e de corrigir o que não se pode obter. Tempo de renascer, de novo.
E se for assim que venha com o cheiro de bons frutos que a estação dá. E alguns já se mostram nos primeiros botões: fui com a minha a um encontro vegetariano numa igreja adventista. Nunca pensei que o vegetarianismo pudesse combinar tão bem com uma leitura biblíca (mesmo que eu desaprove certos tipos de leitura).
E vamos que vamos porque hoje é segunda!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

de brincadiera II

[...]
- Acabou o seu tempo.
- Vamos começar então: não sou mais virgem, mas também nunca tive uma relação sexual concreta. Ficou difícil de entender, né?! Tudo bem, eu explico. Eu sei que não existe meio virgem, meio grávida e tantos outros meios por aí, mas neste caso em específico eu estou pesando um parâmetro com duas medidas; pois tenho em mim uma convicção de que virgindade vai muito além de uma penetração (no caso dos homens) e de o rompimento do hímen (nas mulheres). Por este ponto de vista físico da questão posso garantir que sou virgem com v maiusculo! Inclusive de boca! Nunca tive um relacionamento físico que fosse tão intenso e que me desse a segurança o suficiente para encarar um contato mais físico, íntimo e confidente que fosse além de meras palavras, o dar das mãos e alguns abraços. Mas também não posso negar que nunca namorei pelado, nunca fiz troca-trocas por aí com pessoas que em suas épocas e momentos me deixaram doido de tesão e que nunca me enrrosquei com garotos e garotas de revistas de sexo a fora. Por este ponto de vista, quando o sexo ou a relação sexual começa muito antes de uma penetração ou de um orgasmo, eu já fui um prostituto confesso. Quantos olhares já não troquei com outras pessoas no metrô, no ônibus, no trem, na rua ou em qualquer outro lugar que eu estivesse? Quantos corpos eu já não provei e quantos outros já não me provaram?! Quantas namoradas(os) capas de revista eu já não tive - sempre trocando de relacionamento com cada um(a) a cada mês sempre que alguém novo saia numa nova edição? E quantas vezes não sofri de polução noturna - e algumas vezes até diurna - enfrentando situações embaraçosas em casa e na casa de outros? E quantas outras vezes, por um excesso de vaidade, não fui eu mesmo o provador de mim mesmo e do meu corpo nas suas mais diversas formas? E por assim ser como posso eu dizer que ainda sou virgem mesmo sem nunca ter tido um contato físico mais íntimo com alguém? Impossível! Portanto se alguém me pergunta se sou virgem não posso mais dar outra resposta daquela além de um não, mas se alguém quiser falar de sexo, simplesmente não saberei comentar nada a respeito ou muito além de fantasias. Acho que é isso.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Credo para 2008

Faz quase um mês que 2008 começou. Há quase um mês a promessa de uma nova vida e rotina cheia de crescimentos: pessoais, financeiros, sociais, ecumênicos, morais e acadêmicos. Ano que promete ser cheio de lutas, algumas já com sabor de vitórias, outras com saber de paciência e perseverança e algumas outras de carater irreversível ao sucesso dos meus planos e sonhos.
É neste ano de 2008 que pretendo firmar laços, estreitar relacionamentos, renovar votos de confiança e desmanchar alguns outros relacionamentos criados que não obtiveram o sucesso esperado ou imaginado por mim. Um tempo que promete trazer dores a parentes próximos, pois já não consigo ser conveniente com algumas atitudes e alguns padrões morais familiares. Trazer dores a pessoas que se acham próximas a mim, pois já não consigo mais tolerar o cinismo, o 'eu não sabia', o 'esqueceu-se de mim'. É tempo de olhar pra dentro para poder olhar pra fora.
Tempo de fortalecer-me profissionalmente, buscar um estágio, especializações de carreira, de estruturação profissional, de uma nova visão da vida, do dia-a-dia, dos malefícios e dos benefícios que o outro pode trazer sobre mim e no meu eu.
Tempo de firmar no quem eu sou e desenhar com mais firmeza os traços da minha personalidade, tempo de pintar o meu futuro com tintas de realidade. Reconhecer o cheiro da felicidade, o som do meu riso, o gosto das minhas lágrimas de felicidade, da minha paz, da minha saúde, do amor próprio e por outrem. Tempo de redescobrir-me, já sabendo que redescobrir-me não é descobrir-me novamente, mas sim fazer novo o que eu já sabia e não tinha perfeito controle sobre.
Tempo de extremos. Tempo de sonhos. Tempo de pensar em filhos. Tempo de plantar uma árvore, de escrever um livro, de andar de bicicleta em tempos de chuva, de chupar sovete e lambuzar os dedos, de comer pão com mel, de uva ainda na parreira. E quem sabe desenhar na parede? Rabiscar um sol num céu azul, desenhar com aquarela, giz de cera, lápis de cor, pastel, canetinha? Desenhar com os dedos, com os pés, com o corpo. Nos ombrais das portas, nas paredes, no teto para que tenha o que ler antes de dormir, no chão para que sinta e tenha com o tato as entrelinhas das palavras. Tempo, talvez, de ser livre.
E liberdade é uma prisão condicional a relizações pessoais, a verdades pessoais, a vontades alcançáveis, a desejos atingíveis e sonhos conquistáveis. Libertar-se é estar se preso a si mesmo, ao que tens por bom (mesmo que o bom ainda esteja em processo de formulação, estruturação, firmamento).
E liberto seber-se ser.

domingo, 27 de janeiro de 2008

de brincadeira

- ... de L para M: verdade com tempo. - Ai, caraca! Eu odeio isso, mas vamos que vamos! - Marcião, tu és virgem?! Argumente. - Eu não acredito nisto! Como é que você vai saber se é verdade ou não?! - Você está entregando a tua mentira. - Hum... Será? - Tempo pra formular a resposta, por favor. (...)

Domingueira (sem pensar na ordem sas coisas).

Domingo! Eba! Dia de descanso, de se pensar na semana que foi e na semana que virá! Dia de planejamentos, de revisão de planos e metas a curto prazo. De família reunida, de conversa ao redor da mesa, de poder sonhar e trocar idéias. Tempo de rever promessas, pendências e de se derramar aos pés do Senhor em plena comunhão. Talvez por isso seja o primeiro dia da semana, por que é o tempo que nos reservamos para sermos um. E um com qualquer um que se aproxime de nós.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Conversinhas.

Na hora do almoço: - Estou gordo, pesando horrores! - Está nada! Ainda falta muito para ficar pronto para o Natal! Pelo msn: - (...) tem coisas que eu escreve e tempos depois acho q psicografei... pq não sei da onde tirei determinadas coisas... com certeza concordo com clarice... as vezes é uma maldição mesmo, mas eu gosto quem sabe eu não publico os meus textos... eu ja tenho algumas coisas organizadas um dia pretendo publicar - ah quem diga que é sempre assim: escrever é psicografar a vida. Não lembro quem falou esta, mas deve ter sido a Lispector, tô numa viagem pelo mundo dela por estes meses que até tenho me assustado com a forma de como passei a ver a vida. (...) na tarde de autógrafos não se esqueça dos pé-rapados que nem eu, por favor! Pelo msn 2: - (...) só acho que 100 anos é mto pouco para nós. - ;). 120 o que nos resta é não passar dos 120! - biblicamente falando. Um espirro se vermos o tempo na história. - é.. - mas me digz o que vc faria aos 120 anos?! uma maratona? o último(?) livro?... - rs... não sei - ... colheria os primeiros frutos da árvore que plantastes? seguraria o primeiro trisneto? o que vc faria? não sei. é tão vago.... neste ponto acho que preferiria morrer no auge da minha carreira. - ah nao diga isso... é vago mas há sentido em viver até os 120. - sim há. na história pode ser pouco, mas para um mortal... acho muito. mas sinceramente não sei o que faria se me fosse dada a graça de viver até os 120 anos. - só olhar pro céu tá bom entender algumas coisas - hehehehe. não não... não pretendo ser um vegetalzinho - e os vegetais que me perdoem - esperando o cuidado do tempo, vou querer ter utilidade alguma. nem que seja pra ser contador de histórias na mesa de domingo aos meus trisnetos. - rs.... certo - mas uma coisa peço: se até lá chegar, nunca só, por favor! - pq? - ai. já sofro uma carência emocional gigantesca, maior que eu às vezes, e passar o resto dos meus dias sozinho seria o mesmo que morrer sem ter vivido. um dó só! - entendi. - vc consegue viver sozinha? sinceramente acho que o ser humano não nasceu pra ser sozinho... - eu tbm acho querido - ... em nenhum aspecto da vida! - mas gosto dos meus momentos de solidão.. mas adoro pessoas adoro namorar... adoro amar.. - ah, momentos de solidão sim, mas a solidão por si só já é solitária demais.... eu hein! parece até fria quando se sabe que não se poderá contar com outrem quando dela nos despedirmos. e namorar e amar não é estar só. eu acho que não pelo menos. por vez até um sentimento me satisfaz. - como eu te disse eu só gosto dos meus momentos de solidão.. pq eu tenho mto amor ao redor de mim amigos e alguém para amar..e compartilhar ...

O nosso amor é feio.

Não... eu não sei o porque mas ela me irrita profundamente. É como se de repente, por um motivo qualquer, por uma força qualquer, só de chegar perto dela eu já me sentisse mal. É tão estranho por que nunca com ninguém assim fora. E se fora não fora com alguém quem eu tivesse aprendido amar. E aprender a amar é aprender a renunciar. E talvez esteja aí o início das minhas dores - e das dores dela, por que não?! Acho que já renunciamos demais, mais do que podíamos, mais do que queríamos e mais do que pensávamos.
Faz-se necessário que eu renuncie além: renuncie a mim mesmo, renuncie ao pouco da minha dignidade e que eu aprenda a amar através do ouvir um pouco mais (e que aprenda a ficar calado). Talvez seja o momento de deixar outro tipo de amor brotar. O amor que irrita, o amor que incomoda, o amor que a tudo suporta, o amor que diz: tu me odeia, mas eu não consigo deixar de te amar. E amar calado. Amar como se fosseo primeiro amor; amar como se fosse a primeira vez, amar como se fosse a última. Um amor puro.
Mas de agora só tenho o amor de ódio(?!). Não não, ódio é forte demais para quem somente tem uma relação desgastada com o tempo; o que eu tenho e sinto é somente um amor estranho. Estranho até por mim mesmo, estranho até para mim mesmo.
É isso.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Testemunho.

Se achasse um celular num ônibus as 06h, devolveria?

sábado, 19 de janeiro de 2008

Arquivo Secreto

E abriram-se os livros, e abriu-se outro livro, que é o Livro da Vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras (Apocalipse 20:12).
No estado em que me achava, meio acordado, meio dormindo, me vi dentro de uma sala. Não existia nada de interessante nela, exceto uma parede cheia de gavetas para cartões.
Aqueles cartões que existem em bibliotecas públicas, de arquivo de livros, etc. Mas estes arquivos, além de irem do chão ao teto, pareciam não ter fim e tinham também títulos bem diferentes.
De repente, sem ninguém precisar me dizer, descobri onde estava. Esta sala sem vida, era, na realidade, o catálogo da minha vida. Aqui estava tudo organizado por ações, todos os meus momentos, grandes e pequenos, em detalhes que minha mente não podia acompanhar.
Um senso de curiosidade e espanto, misturado com horror surgia dentro de mim ao abrir cada gaveta para descobrir seu conteúdo. Algumas me traziam belas alegrias e contentamento, saudade e memórias. Outras me traziam uma vergonha tão grande que olhei por detrás de mim para ver se havia alguém me espiando.
O arquivo intitulado "Amigos" estava ao lado do arquivo "Amigos que traí". Os títulos iam do mero mundano à extrema loucura: "Livros que li", "Mentiras que contei", "Conselhos que dei", "Piadas das quais ri".
Alguns eram hilariantes devido à sua exatidão: "Coisas que gritei aos meus irmãos". Em outros não havia a menor graça: "Coisas que fiz quando estava com raiva", "Palavras que proferi contra meus pais por trás deles". Eu não parava de me surpreender com cada conteúdo que se apresentava.
Alguns arquivos tinham normalmente mais cartões do que eu esperava. E outras vezes, menos do que eu sonhava. Eu estava estupefato com o volume de coisas que fiz durante minha curta vida.
Como eu pude ter tido o tempo necessário para escrever esses milhões e milhões de cartões, cada um em sua exatidão?!? Mas cada cartão confirmava uma verdade. Cada um deles eu havia escrito com meu próprio punho e constava a minha assinatura em todos.
Quando puxei o arquivo "Erros que cometi", vi que o arquivo crescia para conter todo o seu conteúdo. Depois de puxar uns 4 ou 5 metros resolvi fechá-lo mais envergonhado do que nunca. Não somente pela qualidade depravada do seu conteúdo, pelas pessoas que magoei e também pelo vasto tempo perdido em minha vida que todo aquele arquivo representava.
Cheguei então num arquivo intitulado "Atitudes imorais". Senti um calafrio percorrer todo o meu corpo. Abri a gaveta somente um pouquinho, pois não estava a fim de testar o tamanho, e tirei um dos cartões. Fiquei todo arrepiado com o conteúdo. Senti-me muito mal em saber que estes momentos haviam sido gravados. Uma raiva animal tomou posse de mim.
Um pensamento então me disse: "Ninguém deve saber da existência desses cartões! Ninguém deve entrar nesta sala! Tenho que destruir tudo!". Em frenéticos e loucos movimentos puxei uma das gavetas, estendendo metros e metros de conteúdo infinito.
O tamanho do arquivo não importava. Nem o tempo que eu levaria para destruí-lo. Quando a gaveta saiu, joguei-a no chão, de cabeça para baixo, e descobri que todos os cartões estavam grudados! Fiquei desesperado e peguei um bolo de cartões para rasgá-los. Não consegui. Peguei um só então. Era duro como aço quando tentei rasgá-lo.
Derrotado e cansado, retornei a gaveta de volta ao seu lugar e encostando minha cabeça contra a parede, deixei um triste suspiro sair de mim. Foi então que eu vi: um arquivo novo, como se nunca tivesse sido usado.
A argolinha para puxar brilhando de limpa debaixo do título "Pessoas com quem falei de Cristo." Puxei o arquivo - 5 centímetros de comprimento. Eu podia conter os cartõezinhos em minha mão.
Aí, então, as lágrimas vieram. Comecei a chorar. Soluços tão profundos que machucavam meu estômago e me faziam tremer todo. Caí de joelhos e chorei mais e mais. Chorei de vergonha, de pura vergonha.
A infinita parede de arquivos, já embaçada pelas minhas lágrimas olhava de volta para mim, imóvel, insensível. Pensei: "Ninguém pode entrar aqui. Tenho que trancar esta sala e destruir ou esconder a chave.“
Quando tentava enchugar as lágrimas eu O vi. Não! Ele não! Não aqui! Todo mundo, menos Jesus! Olhei-O, sem poder fazer nada, enquanto ele aproximou-se das gavetas e começou a abrí-las, uma por uma, lendo os seus conteúdos. Eu não podia ver a qual era a Sua reação.
Nos momentos em que tomava coragem suficiente para olhar em Seu rosto, eu via uma tristeza bem mais profunda do que a minha. E parece que Ele ia exatamente nos piores títulos. E Ele tinha que ler cartão por cartão?
Finalmente, Ele virou-se e ficou me olhando, desde o outro lado da sala onde estava. Olhou-me com dó em Seus olhos. Não havia nenhuma raiva. Abaixei a cabeça e comecei a chorar, cobrindo minha face com as mãos. Ele andou até mim, abraçou-me, mas não me disse nada. Ah! Ele poderia ter dito tantas coisas! Mas não abriu a boca. Simplesmente chorou comigo. Depois, levantou-se e dirigiu-se para a primeira fila de arquivos. Abriu a primeira gaveta, numa altura que eu não alcançava, tirou o primeiro cartão e assinou o Seu nome.
E assim começou a fazer com todos os cartões. Quando percebi o que Ele estava fazendo gritei "Não!" bem alto, correndo em Sua direção. Tudo o que eu podia dizer era: "Não!" "Não!"
Seu nome não deveria estar nestes cartões. Mas ali estava, escrito num vermelho tão rico, tão escuro e tão vívido. O nome de Jesus cobriu o meu. Estava escrevendo com Seu próprio sangue. Ele olhou para mim um tanto triste e continuou a assinar.
Nunca entenderei como Ele assinou todos os cartões tão depressa, pois quando me dei conta, Ele já estava ao meu lado. Colocou a mão no meu ombro e disse-me: "Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões, e dos teus pecados não me lembro", "Está consumado."
Levantei-me e Ele levou-me para fora daquela sala. Não existia fechadura na porta, e ainda existem muitos cartões a serem escritos...
Se você se sente da mesma maneira, ainda há tempo de você mudar, e deixar Jesus usá-lo como instrumento para que o Seu amor possa tocar em outras vidas.
Meu arquivo "Pessoas com quem falei de Cristo" está um pouquinho maior agora.
Autor Desconhecido