terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Credo para 2008

Faz quase um mês que 2008 começou. Há quase um mês a promessa de uma nova vida e rotina cheia de crescimentos: pessoais, financeiros, sociais, ecumênicos, morais e acadêmicos. Ano que promete ser cheio de lutas, algumas já com sabor de vitórias, outras com saber de paciência e perseverança e algumas outras de carater irreversível ao sucesso dos meus planos e sonhos.
É neste ano de 2008 que pretendo firmar laços, estreitar relacionamentos, renovar votos de confiança e desmanchar alguns outros relacionamentos criados que não obtiveram o sucesso esperado ou imaginado por mim. Um tempo que promete trazer dores a parentes próximos, pois já não consigo ser conveniente com algumas atitudes e alguns padrões morais familiares. Trazer dores a pessoas que se acham próximas a mim, pois já não consigo mais tolerar o cinismo, o 'eu não sabia', o 'esqueceu-se de mim'. É tempo de olhar pra dentro para poder olhar pra fora.
Tempo de fortalecer-me profissionalmente, buscar um estágio, especializações de carreira, de estruturação profissional, de uma nova visão da vida, do dia-a-dia, dos malefícios e dos benefícios que o outro pode trazer sobre mim e no meu eu.
Tempo de firmar no quem eu sou e desenhar com mais firmeza os traços da minha personalidade, tempo de pintar o meu futuro com tintas de realidade. Reconhecer o cheiro da felicidade, o som do meu riso, o gosto das minhas lágrimas de felicidade, da minha paz, da minha saúde, do amor próprio e por outrem. Tempo de redescobrir-me, já sabendo que redescobrir-me não é descobrir-me novamente, mas sim fazer novo o que eu já sabia e não tinha perfeito controle sobre.
Tempo de extremos. Tempo de sonhos. Tempo de pensar em filhos. Tempo de plantar uma árvore, de escrever um livro, de andar de bicicleta em tempos de chuva, de chupar sovete e lambuzar os dedos, de comer pão com mel, de uva ainda na parreira. E quem sabe desenhar na parede? Rabiscar um sol num céu azul, desenhar com aquarela, giz de cera, lápis de cor, pastel, canetinha? Desenhar com os dedos, com os pés, com o corpo. Nos ombrais das portas, nas paredes, no teto para que tenha o que ler antes de dormir, no chão para que sinta e tenha com o tato as entrelinhas das palavras. Tempo, talvez, de ser livre.
E liberdade é uma prisão condicional a relizações pessoais, a verdades pessoais, a vontades alcançáveis, a desejos atingíveis e sonhos conquistáveis. Libertar-se é estar se preso a si mesmo, ao que tens por bom (mesmo que o bom ainda esteja em processo de formulação, estruturação, firmamento).
E liberto seber-se ser.

domingo, 27 de janeiro de 2008

de brincadeira

- ... de L para M: verdade com tempo. - Ai, caraca! Eu odeio isso, mas vamos que vamos! - Marcião, tu és virgem?! Argumente. - Eu não acredito nisto! Como é que você vai saber se é verdade ou não?! - Você está entregando a tua mentira. - Hum... Será? - Tempo pra formular a resposta, por favor. (...)

Domingueira (sem pensar na ordem sas coisas).

Domingo! Eba! Dia de descanso, de se pensar na semana que foi e na semana que virá! Dia de planejamentos, de revisão de planos e metas a curto prazo. De família reunida, de conversa ao redor da mesa, de poder sonhar e trocar idéias. Tempo de rever promessas, pendências e de se derramar aos pés do Senhor em plena comunhão. Talvez por isso seja o primeiro dia da semana, por que é o tempo que nos reservamos para sermos um. E um com qualquer um que se aproxime de nós.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Conversinhas.

Na hora do almoço: - Estou gordo, pesando horrores! - Está nada! Ainda falta muito para ficar pronto para o Natal! Pelo msn: - (...) tem coisas que eu escreve e tempos depois acho q psicografei... pq não sei da onde tirei determinadas coisas... com certeza concordo com clarice... as vezes é uma maldição mesmo, mas eu gosto quem sabe eu não publico os meus textos... eu ja tenho algumas coisas organizadas um dia pretendo publicar - ah quem diga que é sempre assim: escrever é psicografar a vida. Não lembro quem falou esta, mas deve ter sido a Lispector, tô numa viagem pelo mundo dela por estes meses que até tenho me assustado com a forma de como passei a ver a vida. (...) na tarde de autógrafos não se esqueça dos pé-rapados que nem eu, por favor! Pelo msn 2: - (...) só acho que 100 anos é mto pouco para nós. - ;). 120 o que nos resta é não passar dos 120! - biblicamente falando. Um espirro se vermos o tempo na história. - é.. - mas me digz o que vc faria aos 120 anos?! uma maratona? o último(?) livro?... - rs... não sei - ... colheria os primeiros frutos da árvore que plantastes? seguraria o primeiro trisneto? o que vc faria? não sei. é tão vago.... neste ponto acho que preferiria morrer no auge da minha carreira. - ah nao diga isso... é vago mas há sentido em viver até os 120. - sim há. na história pode ser pouco, mas para um mortal... acho muito. mas sinceramente não sei o que faria se me fosse dada a graça de viver até os 120 anos. - só olhar pro céu tá bom entender algumas coisas - hehehehe. não não... não pretendo ser um vegetalzinho - e os vegetais que me perdoem - esperando o cuidado do tempo, vou querer ter utilidade alguma. nem que seja pra ser contador de histórias na mesa de domingo aos meus trisnetos. - rs.... certo - mas uma coisa peço: se até lá chegar, nunca só, por favor! - pq? - ai. já sofro uma carência emocional gigantesca, maior que eu às vezes, e passar o resto dos meus dias sozinho seria o mesmo que morrer sem ter vivido. um dó só! - entendi. - vc consegue viver sozinha? sinceramente acho que o ser humano não nasceu pra ser sozinho... - eu tbm acho querido - ... em nenhum aspecto da vida! - mas gosto dos meus momentos de solidão.. mas adoro pessoas adoro namorar... adoro amar.. - ah, momentos de solidão sim, mas a solidão por si só já é solitária demais.... eu hein! parece até fria quando se sabe que não se poderá contar com outrem quando dela nos despedirmos. e namorar e amar não é estar só. eu acho que não pelo menos. por vez até um sentimento me satisfaz. - como eu te disse eu só gosto dos meus momentos de solidão.. pq eu tenho mto amor ao redor de mim amigos e alguém para amar..e compartilhar ...

O nosso amor é feio.

Não... eu não sei o porque mas ela me irrita profundamente. É como se de repente, por um motivo qualquer, por uma força qualquer, só de chegar perto dela eu já me sentisse mal. É tão estranho por que nunca com ninguém assim fora. E se fora não fora com alguém quem eu tivesse aprendido amar. E aprender a amar é aprender a renunciar. E talvez esteja aí o início das minhas dores - e das dores dela, por que não?! Acho que já renunciamos demais, mais do que podíamos, mais do que queríamos e mais do que pensávamos.
Faz-se necessário que eu renuncie além: renuncie a mim mesmo, renuncie ao pouco da minha dignidade e que eu aprenda a amar através do ouvir um pouco mais (e que aprenda a ficar calado). Talvez seja o momento de deixar outro tipo de amor brotar. O amor que irrita, o amor que incomoda, o amor que a tudo suporta, o amor que diz: tu me odeia, mas eu não consigo deixar de te amar. E amar calado. Amar como se fosseo primeiro amor; amar como se fosse a primeira vez, amar como se fosse a última. Um amor puro.
Mas de agora só tenho o amor de ódio(?!). Não não, ódio é forte demais para quem somente tem uma relação desgastada com o tempo; o que eu tenho e sinto é somente um amor estranho. Estranho até por mim mesmo, estranho até para mim mesmo.
É isso.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Testemunho.

Se achasse um celular num ônibus as 06h, devolveria?

sábado, 19 de janeiro de 2008

Arquivo Secreto

E abriram-se os livros, e abriu-se outro livro, que é o Livro da Vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras (Apocalipse 20:12).
No estado em que me achava, meio acordado, meio dormindo, me vi dentro de uma sala. Não existia nada de interessante nela, exceto uma parede cheia de gavetas para cartões.
Aqueles cartões que existem em bibliotecas públicas, de arquivo de livros, etc. Mas estes arquivos, além de irem do chão ao teto, pareciam não ter fim e tinham também títulos bem diferentes.
De repente, sem ninguém precisar me dizer, descobri onde estava. Esta sala sem vida, era, na realidade, o catálogo da minha vida. Aqui estava tudo organizado por ações, todos os meus momentos, grandes e pequenos, em detalhes que minha mente não podia acompanhar.
Um senso de curiosidade e espanto, misturado com horror surgia dentro de mim ao abrir cada gaveta para descobrir seu conteúdo. Algumas me traziam belas alegrias e contentamento, saudade e memórias. Outras me traziam uma vergonha tão grande que olhei por detrás de mim para ver se havia alguém me espiando.
O arquivo intitulado "Amigos" estava ao lado do arquivo "Amigos que traí". Os títulos iam do mero mundano à extrema loucura: "Livros que li", "Mentiras que contei", "Conselhos que dei", "Piadas das quais ri".
Alguns eram hilariantes devido à sua exatidão: "Coisas que gritei aos meus irmãos". Em outros não havia a menor graça: "Coisas que fiz quando estava com raiva", "Palavras que proferi contra meus pais por trás deles". Eu não parava de me surpreender com cada conteúdo que se apresentava.
Alguns arquivos tinham normalmente mais cartões do que eu esperava. E outras vezes, menos do que eu sonhava. Eu estava estupefato com o volume de coisas que fiz durante minha curta vida.
Como eu pude ter tido o tempo necessário para escrever esses milhões e milhões de cartões, cada um em sua exatidão?!? Mas cada cartão confirmava uma verdade. Cada um deles eu havia escrito com meu próprio punho e constava a minha assinatura em todos.
Quando puxei o arquivo "Erros que cometi", vi que o arquivo crescia para conter todo o seu conteúdo. Depois de puxar uns 4 ou 5 metros resolvi fechá-lo mais envergonhado do que nunca. Não somente pela qualidade depravada do seu conteúdo, pelas pessoas que magoei e também pelo vasto tempo perdido em minha vida que todo aquele arquivo representava.
Cheguei então num arquivo intitulado "Atitudes imorais". Senti um calafrio percorrer todo o meu corpo. Abri a gaveta somente um pouquinho, pois não estava a fim de testar o tamanho, e tirei um dos cartões. Fiquei todo arrepiado com o conteúdo. Senti-me muito mal em saber que estes momentos haviam sido gravados. Uma raiva animal tomou posse de mim.
Um pensamento então me disse: "Ninguém deve saber da existência desses cartões! Ninguém deve entrar nesta sala! Tenho que destruir tudo!". Em frenéticos e loucos movimentos puxei uma das gavetas, estendendo metros e metros de conteúdo infinito.
O tamanho do arquivo não importava. Nem o tempo que eu levaria para destruí-lo. Quando a gaveta saiu, joguei-a no chão, de cabeça para baixo, e descobri que todos os cartões estavam grudados! Fiquei desesperado e peguei um bolo de cartões para rasgá-los. Não consegui. Peguei um só então. Era duro como aço quando tentei rasgá-lo.
Derrotado e cansado, retornei a gaveta de volta ao seu lugar e encostando minha cabeça contra a parede, deixei um triste suspiro sair de mim. Foi então que eu vi: um arquivo novo, como se nunca tivesse sido usado.
A argolinha para puxar brilhando de limpa debaixo do título "Pessoas com quem falei de Cristo." Puxei o arquivo - 5 centímetros de comprimento. Eu podia conter os cartõezinhos em minha mão.
Aí, então, as lágrimas vieram. Comecei a chorar. Soluços tão profundos que machucavam meu estômago e me faziam tremer todo. Caí de joelhos e chorei mais e mais. Chorei de vergonha, de pura vergonha.
A infinita parede de arquivos, já embaçada pelas minhas lágrimas olhava de volta para mim, imóvel, insensível. Pensei: "Ninguém pode entrar aqui. Tenho que trancar esta sala e destruir ou esconder a chave.“
Quando tentava enchugar as lágrimas eu O vi. Não! Ele não! Não aqui! Todo mundo, menos Jesus! Olhei-O, sem poder fazer nada, enquanto ele aproximou-se das gavetas e começou a abrí-las, uma por uma, lendo os seus conteúdos. Eu não podia ver a qual era a Sua reação.
Nos momentos em que tomava coragem suficiente para olhar em Seu rosto, eu via uma tristeza bem mais profunda do que a minha. E parece que Ele ia exatamente nos piores títulos. E Ele tinha que ler cartão por cartão?
Finalmente, Ele virou-se e ficou me olhando, desde o outro lado da sala onde estava. Olhou-me com dó em Seus olhos. Não havia nenhuma raiva. Abaixei a cabeça e comecei a chorar, cobrindo minha face com as mãos. Ele andou até mim, abraçou-me, mas não me disse nada. Ah! Ele poderia ter dito tantas coisas! Mas não abriu a boca. Simplesmente chorou comigo. Depois, levantou-se e dirigiu-se para a primeira fila de arquivos. Abriu a primeira gaveta, numa altura que eu não alcançava, tirou o primeiro cartão e assinou o Seu nome.
E assim começou a fazer com todos os cartões. Quando percebi o que Ele estava fazendo gritei "Não!" bem alto, correndo em Sua direção. Tudo o que eu podia dizer era: "Não!" "Não!"
Seu nome não deveria estar nestes cartões. Mas ali estava, escrito num vermelho tão rico, tão escuro e tão vívido. O nome de Jesus cobriu o meu. Estava escrevendo com Seu próprio sangue. Ele olhou para mim um tanto triste e continuou a assinar.
Nunca entenderei como Ele assinou todos os cartões tão depressa, pois quando me dei conta, Ele já estava ao meu lado. Colocou a mão no meu ombro e disse-me: "Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões, e dos teus pecados não me lembro", "Está consumado."
Levantei-me e Ele levou-me para fora daquela sala. Não existia fechadura na porta, e ainda existem muitos cartões a serem escritos...
Se você se sente da mesma maneira, ainda há tempo de você mudar, e deixar Jesus usá-lo como instrumento para que o Seu amor possa tocar em outras vidas.
Meu arquivo "Pessoas com quem falei de Cristo" está um pouquinho maior agora.
Autor Desconhecido