Faz quase um mês que 2008 começou. Há quase um mês a promessa de uma nova vida e rotina cheia de crescimentos: pessoais, financeiros, sociais, ecumênicos, morais e acadêmicos. Ano que promete ser cheio de lutas, algumas já com sabor de vitórias, outras com saber de paciência e perseverança e algumas outras de carater irreversível ao sucesso dos meus planos e sonhos.
É neste ano de 2008 que pretendo firmar laços, estreitar relacionamentos, renovar votos de confiança e desmanchar alguns outros relacionamentos criados que não obtiveram o sucesso esperado ou imaginado por mim. Um tempo que promete trazer dores a parentes próximos, pois já não consigo ser conveniente com algumas atitudes e alguns padrões morais familiares. Trazer dores a pessoas que se acham próximas a mim, pois já não consigo mais tolerar o cinismo, o 'eu não sabia', o 'esqueceu-se de mim'. É tempo de olhar pra dentro para poder olhar pra fora.
Tempo de fortalecer-me profissionalmente, buscar um estágio, especializações de carreira, de estruturação profissional, de uma nova visão da vida, do dia-a-dia, dos malefícios e dos benefícios que o outro pode trazer sobre mim e no meu eu.
Tempo de firmar no quem eu sou e desenhar com mais firmeza os traços da minha personalidade, tempo de pintar o meu futuro com tintas de realidade. Reconhecer o cheiro da felicidade, o som do meu riso, o gosto das minhas lágrimas de felicidade, da minha paz, da minha saúde, do amor próprio e por outrem. Tempo de redescobrir-me, já sabendo que redescobrir-me não é descobrir-me novamente, mas sim fazer novo o que eu já sabia e não tinha perfeito controle sobre.
Tempo de extremos. Tempo de sonhos. Tempo de pensar em filhos. Tempo de plantar uma árvore, de escrever um livro, de andar de bicicleta em tempos de chuva, de chupar sovete e lambuzar os dedos, de comer pão com mel, de uva ainda na parreira. E quem sabe desenhar na parede? Rabiscar um sol num céu azul, desenhar com aquarela, giz de cera, lápis de cor, pastel, canetinha? Desenhar com os dedos, com os pés, com o corpo. Nos ombrais das portas, nas paredes, no teto para que tenha o que ler antes de dormir, no chão para que sinta e tenha com o tato as entrelinhas das palavras. Tempo, talvez, de ser livre.
E liberdade é uma prisão condicional a relizações pessoais, a verdades pessoais, a vontades alcançáveis, a desejos atingíveis e sonhos conquistáveis. Libertar-se é estar se preso a si mesmo, ao que tens por bom (mesmo que o bom ainda esteja em processo de formulação, estruturação, firmamento).
E liberto seber-se ser.

1 Comment:
e cada dia é um ano novo ... um novo começo pra novas possibilidades !
e o amor é ridiculo, assim como nós ... e como isso é bom !
:)
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