sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O nosso amor é feio.

Não... eu não sei o porque mas ela me irrita profundamente. É como se de repente, por um motivo qualquer, por uma força qualquer, só de chegar perto dela eu já me sentisse mal. É tão estranho por que nunca com ninguém assim fora. E se fora não fora com alguém quem eu tivesse aprendido amar. E aprender a amar é aprender a renunciar. E talvez esteja aí o início das minhas dores - e das dores dela, por que não?! Acho que já renunciamos demais, mais do que podíamos, mais do que queríamos e mais do que pensávamos.
Faz-se necessário que eu renuncie além: renuncie a mim mesmo, renuncie ao pouco da minha dignidade e que eu aprenda a amar através do ouvir um pouco mais (e que aprenda a ficar calado). Talvez seja o momento de deixar outro tipo de amor brotar. O amor que irrita, o amor que incomoda, o amor que a tudo suporta, o amor que diz: tu me odeia, mas eu não consigo deixar de te amar. E amar calado. Amar como se fosseo primeiro amor; amar como se fosse a primeira vez, amar como se fosse a última. Um amor puro.
Mas de agora só tenho o amor de ódio(?!). Não não, ódio é forte demais para quem somente tem uma relação desgastada com o tempo; o que eu tenho e sinto é somente um amor estranho. Estranho até por mim mesmo, estranho até para mim mesmo.
É isso.

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