Hora de sumir novamente, mas não por minha causa, tampouco por minhas vontades. São as circunstâncias. Tudo ao meu redor se não cheira mofo, inspira e transpira morte pelas veias. São tempos dificeis. Há morte na minha casa, na minha panela, nos meus passos, na minha visão. Não sinto mais os meus sentidos e tudo é frio e solitário. Não sinto prazer nos meus risos, tampouco conforto nas minhas lágrimas, tudo é somente o oco, o passar do tempo, vaidade. Machuco-me mas não sinto dor, firo outrem sem querer ferir ou firo a mim mesmo para saber se algo em mim reage a algum estímulo a alguma ... continua depois...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Meu Jardim Vander Lee Composição: Vander Lee Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho Estou podando meu jardim Estou cuidando bem de mim Da primeira vez que saimos desta casa os móveis já não eram os mesmos, tampouco as experiências e as vontades. Tinhamos sonhos. Mudar de casa, pintar o apartamento, comprar um sítio, criarmos uma horta hidroponica, sermos mais unidos e felizes. Não fomos. Ainda com um certo tremor lembro-me das minhas lágrimas correndo pelos olhos embaçando-me a visão e eu tendo que colocar as roupas, os brinquedos e o que mais me fosse útil para aquele momento para que pudessemos partir. E no desespero arrumei a minha mochila, peguei algumas pelucias, outros bonecos entre carrinhos e com a segurança de um aperto de mão entrei no taxi e partimos. A porta aberta, as luzes acesas, a bagunça do momento, as coisas que deixei jogadas pelo caminho, o desespero dum outro a andar pela casa vazia e o silêncio pasmo do motorista. Dois anos depois voltamos a casa. Agora na certeza dela vazia. Abrimos a porta com cuidado. Pelo chão vinis quebrados, talheres jogados, sangue pelos lados, pelas paredes, pelos móveis, móveis destruidos e o chão todo ranhurado e as marcas de um desespero incabível de uma fera ferida. Ferida mas consciente. Meu quarto estava intocável. Não limpo nem arrumado. Os carrinhos em fila pelo chão, os bonecos nos mesmos lugares que haviam ficado, as roupas dentro do cesto, a flor do faso e os cadernos bagunçados no guarda-roupa, tudo em seu perfeito lugar, intocável por dois anos. Marcas inesquecíveis. Hoje vejo-me tendo que arrumar as malas novamente. A consciência e lucidez dos fatos são outras, as vontades também, assim como as opiniões. Desta vez não será necessário arrumar as malas correndo, tampouco deixar as coisas bagunçadas como estão. Há tempo, mas como da primeira vez há dor.
Imaginado por M , se era 2/16/2008 10:42:00 AM 0 revelações
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Dos novos tempos.
Imaginado por M , se era 2/11/2008 06:48:00 AM 0 revelações
Da ostra: Faculdade
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
de brincadiera II
Imaginado por M , se era 2/05/2008 09:55:00 PM 0 revelações
