segunda-feira, 14 de julho de 2008

Your Life is 55% Off Track
Right now, you're taking things one day at a time.
Some things are going well, but you can't help but wonder if you're getting the most out of life.
It's time for you to slow down and reflect a little. You can change your life - but it's up to you!

You Are a Granola and Fruit Sundae
Healthy, fresh, and totally natural.
Your body is a temple... even if it doesn't smell like one!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O ler

Acordei me sentindo estranho. Não sei bem o que é, mas estou com uma fome de leitura que me impressiona. Já li um blog, um editorial, algumas notícias sobre meio ambiente, já quase fiz um conto em cima de tais leituras e ainda estou com fome de leitura. Mas com muita fome de leitura mesmo, e, engraçadamente, eu não estou com vontade de ler qualquer coisa, não. Talvez leia a Bíblia mais tarde, com mais calma, mais tempo, mais emoção e iniciativa da qual eu me apresento agora.
Por hora cuido de papéis. Há dias. Papéis que já deveriam ter sido cuidados em seu devido tempo, com a sua devida atenção, mas que agora só vem comprovar a minha desatenção e despreocupação com o tempo que cada coisa deve ter no seu devido momento. (Nietzsche explica o não lugar de cada coisa).
E agora fico eu aqui, extremamente sozinho e carente que qualquer contato social - Até quando, caro leitor? - Talvez até eu aprender a olhar a hora certa no relógio desta coisa maluca que se chama vida.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Momento

Eu ia escrever várias coisas aqui, mas a música mudou e a emoção me fez perder todo o conteúdo que eu já tinha em mente. Então vou recomeçar sem muita preocupação com a ordem das idéias.
Acho sublime o jeito que o estar de cada coisa é diferente do meu estar de cada coisa. Agora mesmo, enquanto completo a minha hora de almoço, estou pensando que o meu período de hibernação veio no final de junho e durou até as primeiras semanas de julho por que de alguma forma o tempo sabia que viriam momentos intensos para mim e que era necessário estar preparado mentalmente e fisicamente.
Infelizmente não consegui me revigorar de um todo, mas consegui com alguma graça, estar mais disposto por estes dias. Justamente nos dias em que me vem obrigações importantíssimas e que duraram quase o período de uma vida. É tempo de revisar documentos, rever importâncias, mudar alguns móveis de lugar, conquistar novos espaços, novas fronteiras. Tempo de mudanças, de reconstruir das cinzas aquilo que se consumiu no fogo.
É tempo de atender a chamados pessoais, a carinhos, afagos, de aprender novamente a amar, de não mais adiar compromissos. Tempo de comprar um relógio, assumir responsabilidades e mostar a cara.
É tempo de voltar para D'us, de regressar alguns caminhos mal trilhados e refazê-los, para que haja a sabedoria do momento, para que se possa ir a um bom lugar. Apesar de sôfrego estou bem feliz comigo mesmo. Esperançoso. Sonhador.
Pela primeira vez, estou aqui.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Conversinhas

terça-feira, 1 de julho de 2008

Verdades

A,
Nunca me achei bom em alguma coisa, ou em alguma coisa que eu ponha valor. Sem autocomiseração, por favor! Estou bem cheio de certas coisas, de certas verdades e muitas mentiras que sou obrigado a ler, ouvir, ver e provar. Há tantas máscaras no mundo que me assusto com uma face verdadeira. Fico horas a admirar e há tempos que não me admiro. Ainda mais nestes momentos de canibalismo e antropofagia no qual eu estou passando. (Qualquer coisa meio ‘Vamos comer Caetano’ da Adriana). E uma destas máscaras no meu dia-a-dia que tenho que aturar é o teu espanto descabido com a minha preocupação com os detalhes. Não, nunca fui detalhista, tampouco perceptivo, receptivo e qualquer outro ativo. Venho de uma família que não faz planejamentos, escolhas claras, visões e qualquer coisa correlata ao ‘estar preparado a’. Aliás, para os Cândidos de Oliveira (e até hoje procuro um cândido por uma coisa qualquer) o ‘se vira nos 30’ é mais gostoso; precisamos daqueles minutinhos de tensão, adrenalina, do ‘será que?’ que as circunstâncias pedem, pois os detalhes são apenas detalhes e os outros, depois do eu, são apenas os outros. E insisto: como você sabendo de tudo isso pode se espantar com tão pouco? Se eu sou grosso como dizes é porque grosseria faz parte da família. Ou arrota caviar quem come bosta? Ou há riqueza no (que consideras) lamaçal? E posso ser super sincero? Educação eu tenho pra botar muitos indivíduos no chinelo, inclusive os teus. E sem pedestais, por favor, porque eu também acho que educação, em sua maioria, vem de casa; quem não teve que corra atrás do prejuízo. Polidez, para nós, acima de tudo é uma questão de troca e etiqueta social, ou seja, tem hora e momento. E, por favor, não mais me repreendas se eu não faço a questão de usar esta mesma máscara que descobri grudada na tua face. Se já não tenho mais excitação em conversas banais, em coisas formais, em caras e bocas, num quilo disso e dois quilos daquilo. Sinceramente não dá. Mais falso que os beijos e abraços, aos quais me dispus a dar por pura educação, são o ‘tudo bem?’ a que tu me obrigas dizer. Quem são estas pessoas? De onde vieram? Não é no ombro delas que choro, rio, gozo a vida, divido momentos. Que me interessa então saber se com elas está tudo bem? Aliás, ‘tudo bem’ pra mim é um gancho maravilhoso para descobertas recíprocas. Ou alguém está bem por bem-estar e mal por mal-estar? É algo repentino? Um comprimido que se toma de manhã? Um acaso da sorte? Cara ou coroa? Acredito que seja uma série de fatores, isto sim. Portanto, peço novamente para que fique bem claro, poupe-me de certas ‘cordialidades’ se as pessoas não querem e não são cordiais. Se eu rebato um ‘tudo bem?’ com um ‘queres realmente saber?’ ou dou-te a liberdade de ouvir um ‘não’ ou um ‘vai melhorar’ é porque de alguma forma convido-te a fazer parte do meu mundo. Se nem todos percebem isto ou estão preparados para ouvir que posso eu fazer? Mas, como vejo o teu contentamento vindo com um simples ‘sim’ que me corrói tanto e ‘sim’, por mais ridículo que isto possa parecer, não te dou até entendermos o estar de cada coisa ou valor daquela canção do Renato que fica tão bem na tua voz: ‘não é a vida como está e sim as coisas como são’ ficaremos no zero a zero. Daqui, espero e oro pra que seja por pouquíssimo tempo. O tempo de uma lida, se necessário for minha doce e raríssima, mas nada boa e bem, amizade arranhada.
Sinceros beijos de Judas,
M.