Eu ia escrever várias coisas aqui, mas a música mudou e a emoção me fez perder todo o conteúdo que eu já tinha em mente. Então vou recomeçar sem muita preocupação com a ordem das idéias.
Acho sublime o jeito que o estar de cada coisa é diferente do meu estar de cada coisa. Agora mesmo, enquanto completo a minha hora de almoço, estou pensando que o meu período de hibernação veio no final de junho e durou até as primeiras semanas de julho por que de alguma forma o tempo sabia que viriam momentos intensos para mim e que era necessário estar preparado mentalmente e fisicamente.
Infelizmente não consegui me revigorar de um todo, mas consegui com alguma graça, estar mais disposto por estes dias. Justamente nos dias em que me vem obrigações importantíssimas e que duraram quase o período de uma vida. É tempo de revisar documentos, rever importâncias, mudar alguns móveis de lugar, conquistar novos espaços, novas fronteiras. Tempo de mudanças, de reconstruir das cinzas aquilo que se consumiu no fogo.
É tempo de atender a chamados pessoais, a carinhos, afagos, de aprender novamente a amar, de não mais adiar compromissos. Tempo de comprar um relógio, assumir responsabilidades e mostar a cara.
É tempo de voltar para D'us, de regressar alguns caminhos mal trilhados e refazê-los, para que haja a sabedoria do momento, para que se possa ir a um bom lugar. Apesar de sôfrego estou bem feliz comigo mesmo. Esperançoso. Sonhador.
Pela primeira vez, estou aqui.

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